quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

GM, Ford e Chrysler pedem US$ 34 bi

Carsale - Os US$ 25 bilhões solicitados pelas três grandes montadoras dos Estados Unidos, GM, Ford e Chrysler, ao Congresso americano, no mês passado, não são suficientes para salvá-las da crise econômica avassaladora. Ontem, dia 2, as três empresas apresentaram seus planos de recuperação e voltaram a pedir empréstimos no total de US$ 34 bilhões para garantirem a sobrevivência no mercado. A General Motors enfrenta a situação mais grave. Segundo a agência de notícias Automotive News, a montadora precisa agora de US$ 18 bilhões, quase o dobro do valor solicitado em novembro, sendo US$ 12 bilhões em empréstimos até o final de março de 2009 e mais US$ 6 bilhões em linhas de crédito. Mas não é só isso: se não receber US$ 4 bilhões até o final deste mês, a GM corre o risco de quebrar. Já a Ford precisa de US$ 9 bilhões em linha de crédito, quase US$ 2 bilhões a mais do montante solicitado em novembro, enquanto a Chrysler quer US$ 7 bilhões em empréstimos, o mesmo valor apresentado no mês passado.Durante coletiva de imprensa realizada ontem, em Washington, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, afirmou que não acredita na possibilidade de falência das empresas. "Uma intervenção irá acontecer", garantiu.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Audi pode bater recorde de vendas

Carsale - Enquanto as marcas americanas se desdobram para conseguir ajuda financeira, as empresas alemãs têm registrado bons números de vendas em meio à crise na economia global. Ao passo que a Porsche registra altos lucros, a Audi anunciou que espera superar a marca de um milhão de unidades vendidas nesse ano. Dessa forma, os planos da montadora de Ingolstadt de comercializar 1.5 milhão de veículos até 2015 estão perto de se concretizar.Em entrevista à agência Automotive News Europe, o presidente da Audi AG, Rupert Stadler discutiu os impactos que a crise tem causado em sua empresa e enfatiza que, apesar do sucesso alcançado neste ano, o choque foi sentido de alguma forma por todos. Ele credita os bons resultados da marca à gama de veículos, que se mostrou acessível entre os consumidores mesmo diante da queda do mercado. Como parte integrante do Grupo Volkswagen, a Audi também passará a ser comandada pela Porsche, devido à iminente aquisição do controle das ações da gigante alemã. Sobre o relacionamento das duas empresas, Stadler afirma que ambas vinham trocando suas experiências e conhecimentos. O executivo espera que esta situação não se modifique

Vectra reestilizado é flagrado em São Paulo


por LUÍS PEREZ
Antes da abertura do Salão de São Paulo, que aconteceu entre 30 de outubro e 9 de novembro, havia rumores de que o Chevrolet Vectra reestilizado seria exibido no Anhembi. Mas o modelo não apareceu – e ninguém mais comentou sobre o assunto.Agora nosso leitor Fabio Gobbi envia fotos do modelo reestilizado, em flagrante registrado na zona sul de São Paulo. Apesar da camuflagem, não fica difícil verificar o que deve mudar (as placas foram apagadas para que seja mantida a privacidade da pessoa que estava com o modelo na ocasião).


A versão fotografada é a 2.0 Elite. Para começar, o friso lateral, localizado sobre o emblema que identifica a versão está mais curto (não pega a porta dianteira toda) e não vem mais com um filete cromado. O pisca lateral sumiu, mas o retrovisor externo está camuflado, o que indica que a luz de seta pode ter migrado para ele. Também camuflada, a grade dianteira aderiu à nova identidade visual da Chevrolet, como nos modelos Captiva e Meriva 2009. A grade inferior ao redor dos faróis de neblina ganhou agora o estilo colméia, em vez de listras horizontais.Na tampa do porta-malas, a camuflagem não é suficiente para esconder o emblema, que se exibe graças ao alto relevo. Em vez de envolta em um círculo, a gravata dourada agora aparece maior e sozinha. Ao que tudo indica, o modelo não deve tardar a chegar – a placa, de São Caetano do Sul (SP), já era particular e provavelmente o veículo pertence à frota do fabricante

















Aston Martin demite 600 funcionários após queda nas vendas

A montadora inglesa Aston Martin, especializada em veículos de luxo, anunciou a demissão de 600 funcionários em conseqüência da crise internacional. A empresa informou que os trabalhadores afetados são os da fábrica da cidade de Gaydon e o motivo da decisão foi a queda nas vendas."Assim como outras marcas de carros de luxo, a Aston Martin se viu obrigada a tomar medidas em resposta a um buraco sem precedentes na economia global", disse o diretor-executivo da companhia, Ulrich Bez."Estas são medidas lamentáveis, mas necessárias para enfrentar às condições extraordinárias que encontramos no mercado. Acredito que seremos capazes de seguir bem posicionados quando a economia voltar ao normal", acrescentou.
Já o sindicato Unite emitiu uma nota na qual afirmava que as demissões "não são uma surpresa no momento atual", mas não deixam de ser um fato decepcionante."São notícias devastadoras para nossos afiliados, que deram uma grande contribuição à Aston Martin. Agora, enfrentarão um Natal deprimente", disse o comunicado.A montadora vendeu 100 carros no Reino Unido em outubro, contra as 164 unidades do mesmo mês de 2007.No ano passado, o número total de vendas chegou a 7.300, enquanto espera-se que este ano sejam vendidos 6.500 automóveis

Volvo e Saab pedem ajuda à Suécia

Carsale - Pressionados pela crise econômica mundial, alguns fabricantes de automóveis vêm buscando diferentes estratégias para arrecadar recursos e tentar reduzir seus prejuízos bilionários. No caso das marcas suecas Saab e Volvo, pertecentes respectivamente, aos grupos General Motors e Ford, a saída foi apelar para o governo da Suécia. Ambas pedem aos dirigentes locais cerca de 195 milhões de euros, ou aproximadamente R$ 583 milhões.De acordo com o jornal inglês Financial Times, o diretor executivo da Saab, Jan-Ake Johnson, e o CEO da Volvo, Stephen Odell, se encontraram recentemente com o ministro da Indústria da Suécia, Maud Olofsson, e solicitaram ajuda financeira. O dirigente sueco está considerando a hipótese de emprestar a quantia solicitada na forma de apoio direto ou com garantias de empréstimo.A Volvo causou prejuízo de US$ 458 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) para a Ford no terceiro trimestre desse ano, enquanto a Saab jamais gerou lucro desde que a GMcomprou as ações da companhia há quase 20 anos, em 1989

Belgas vão restringir circulação em dias de ar poluído

Preocupados com a poluição do ar, os belgas estão implantando medidas de restrição ao trânsito para os dias em que a contaminação atmosférica atinja níveis muito altos. A partir de janeiro do ano que vem, caso ocorram picos de poluição, a circulação de veículos em Bruxelas, capital do país, sofrerá várias restrições.
A regulamentação varia de acordo com o nível de contaminação do ar. Caso a qualidade do ar comece a piorar, num primeiro estágio a velocidade máxima permitida nas ruas e avenidas será limitada a 50 km/h e, no anel rodoviário que contorna Bruxelas, a 90 km/h.
Par ou ímpar - Num segundo nível de poluição, mais grave, metade da frota será tirada de circulação em dias alternados, de acordo com o algarismo final da placa de licenciamento. Veículos de carga não poderão circular nas horas de pico.
As medidas também procuram compensar o desconforto que irão provocar para os motoristas: está previsto o reforço do sistema de transportes públicos, que nos dias de emergência serão gratuitos.
Como os picos de poluição costumam acontecer nos meses de inverno, quando o frio dificulta a dispersão dos gases nocivos à saúde, também foi criada uma restrição quanto aos sistemas de aquecimento usados nas residências e prédios comerciais, responsáveis por 7 a 9% das emissões que provocam o fenômeno do smog (nevoeiro combinado à contaminação atmosférica). Para reduzir sua influência, em nenhum local serão permitidas temperaturas ambientes acima de 21º C.
Baixa probabilidade - A população local torce para que não sejam atingidos níveis extremos de poluição, já que a lei prevê, para esse caso, a suspensão total da circulação. Felizmente, os dias de alta poluição em Bruxelas são pouco comuns. Em média, o nível 1, que provocaria as primeiras restrições, só ocorre três vezes por ano e o 2, mais grave, acontece uma vez a cada dois anos e meio. O nível crítico, ainda mais alto, nunca ocorreu na cidade.

Notícias Da Ford

Ford estuda venda da Volvo na Suécia e anuncia férias coletivas na Bélgica
A montadora americana Ford anunciou nesta segunda-feira (1º) que estuda várias opções para a filial sueca Volvo Car, inclusive a venda, como parte de uma estratégia de reestruturação ante a crise vivida pelo setor automotivo.A Ford destacou em comunicado que a decisão de revisar suas opções estratégicas foi tomada "em resposta ao significativo declínio do setor, em particular nos últimos três meses e à instabilidade global".A Ford anunciou que a revisão, provavelmente, deverá levar vários meses para se completar. Anteriormente, a Ford já havia negociado suas marcas britânicas Aston Martin (que demitiu 600 de seus funcionários), Jaguar e Land Rover, para eliminar perdas.
FÉRIAS COLETIVAS NA BÉLGICA
Cinco mil funcionários da linha de produção da fábrica da Ford em Genk, no leste da Bélgica, terão férias coletivas de um mês a partir do dia 12 de dezembro."A linha de montagem será interrompida, o que significa que nenhum veículo será produzido entre 11 de dezembro e 11 de janeiro" nesta fábrica, que emprega 5.300 pessoas, declarou à AFP o porta-voz da divisão belga da Ford, Jo Declercq.Apenas poucos setores, como a fabricação de pneus, continuarão funcionando durante este período.A queda das vendas na Espanha (49,6% em novembro) e em outros países europeus foi citada como principal motivo para a decisão. A fábrica da Ford em Genk produz, entre outros, os modelos Mondeo e Galaxy
Ford mostrará novo design em Detroit
Carsale - A Ford deve revelar em janeiro, durante o Salão do Automóvel de Detroit, nos Estados Unidos, a nova diretriz de estilo que substituirá o kinetic design, atualmente presente em modelos como os sedãs Focus e Mondeo, os compactos Fiesta e Ka, e o utilitário esportivo Kuga. A apresentação da nova tendência de design faz parte dos planos da empresa de mostrar a futura identidade global dos veículos da marca.De acordo com uma entrevista concedida à agência Automotive News, pelo chefe de Design da Ford, J. Mays, a nova diretriz não é parte de uma 'nova geração de linguagem estética', mas trata-se de uma evolução que trará o novo DNA da Ford 'pós-Kinetic'. O executivo ainda confirmou que o protótipo terá um desenho "um pouco mais simples" e "um pouco mais elegante", mas manterá os melhores atributos da linguagem Kinetic. Ele também disse o prazo que separa esse veículo da linha de produção é de cerca de 18 meses. Além disso, a mesma filosofia de design será usada nas próximas versões do Focus e do Fusion.
Ford confirma que vai vender a Volvo
A Ford Motor americana confirmou que está estudando novamente a venda da Volvo Cars, segundo informação da montadora publicada no Automotive News.
A empresa divulgou que iria reavaliar "opções estratégicas" para a marca sueca. A Ford citou a crise da indústria automobilística mundial e a recessão econômica, particularmente nos últimos três meses, como o motivo para a mudança de posição.
"A Ford enfrenta desafios sem precedentes, assim como toda a indústria. É prudente para a corporação avaliar opções para a Volvo", disse o CEO Alan Mulally
Nova Ranger aparece como conceito na Tailândia
A próxima geração da Ford Ranger pode ser vista como conceito no Salão da Tailândia, que começa no dia 29 de dezembro. A Ranger Max Concept tem linhas mais modernas, que chegam a lembrar as da rival Toyota Hilux. É nítido também que o utilitário ganhou dimensões mais generosas. No protótipo, a picape aparece com cabine estendida, rodas esportivas de 18 polegadas e molduras dos pára-lamas. Não foram divulgadas imagens do interior. A nova geração da Ranger deve ser lançada na Tailândia em 2010.

Citroën C3 ganha novo rack de alumínio


A Citroën passa a oferecer à sua rede de concessionárias um novo acessório para as versões GLX e Exclusive do compacto C3: o rack transversal de alumínio.
O equipamento foi desenvolvido a partir de rígidos padrões de segurança e qualidade da marca e tem o objetivo de deixar o modelo com um visual mais moderno e exclusivo, além da funcionalidade do item, que tem capacidade de carga de 60 kg. O preço sugerido é de R$ 624,63.


Presidente da Renault-Nissan pede socorro para evitar demissões

O presidente do grupo Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, disse nesta segunda-feira (1) que a indústria automotiva global motor enfrentará "perdas maciças de emprego" durante vários anos se não for oferecido o necessário estímulo financeiro, segundo a agência japonesa Kyodo.Ghosn participou de um simpósio, em Tóquio, no qual disse que os efeitos de uma falta de financiamento aos fabricantes de veículos poderiam não ser sentidos de forma imediata, mas "em alguns poucos anos". O executivo acrescentou ainda que a perda de empregos "não ocorrerá em apenas um país, mas em vários, que serão contagiados numa reação em cadeia"."Acho que é importante financiar uma indústria que proporciona tantos empregos", disse Ghosn.As declarações ocorrem em um momento no qual a indústria automotiva japonesa começa a ser profundamente afetada pela crise econômica global, que causou a queda de suas vendas e o anúncio da demissão de trabalhadores temporários.JAPÃO: VENDAS CAEM 27,3%As vendas de veículos novos no Japão caíram 27,3% em novembro com relação ao mesmo mês de 2007, até o nível mínimo em 39 anos, anunciou a Associação de Distribuidores de Veículos do Japão. No quarto mês de retrocesso no setor, foram comercializadas 215.783 unidades no país. Apenas o segmento de supercompactos escapou do corte provocado pelo atual cenário econômico desfavorável.Durante as últimas semanas, alguns dos principais fabricantes de veículos japoneses, como Nissan, Mazda, Suzuki e Isuzu, começaram a anunciar que demitirão trabalhadores temporários ou em regime de meio período, devido aos planos de reduzir a produção no Japão.Por enquanto, limitaram-se a não renovar os contratos que terminaram e a paralisar novas contratações, mas, segundo as previsões de mercado, se o panorama econômico piorar, começará a haver demissão de trabalhadores a médio prazo.Os comentários de Ghosn se juntam ao pedido de financiamento ao Congresso dos Estados Unidos por parte da General Motors, Chrysler e Ford.

Carros compactos fazem sucesso no Salão de Los Angeles

Em meio à nuvem negra que paira sobre a indústria automobilística dos Estados Unidos, além dos elétricos, a população descobriu as virtudes dos carros compactos, no Salão de Los Angeles
Como prova deste fenômeno, o Smart Fortwo, um veículo do tamanho de uma moto de dois lugares e 2,70m de cumprimento, conseguiu colocar no mercado americano 21.000 unidades desde janeiro passado com concessionárias em 35 estados do país, revelou seu importador."A chave do sucesso da divisão Smart USA foi entrar no mercado com um bom carro em um bom momento", indicou Dave Schembri, presidente da sede deste fabricante nos Estados Unidos.Este veículo "demonstrou que o microcarros não são passageiros, mas sim uma tendência de peso neste mercado", segundo Schembri.O executivo chama de "bom momento" o impacto dos altos preços do petróleo e, embora o preço do combustível nos EUA tenha caído consideravelmente depois dos recordes do verão boreal passado, "atemorizou de verdade muita gente. Ninguém acredita mais que os preços vão continuar assim, baixos", explicou David Champion, da revista "Consumer Reports".
As empresas japonesas foram as que mais se beneficiaram com o poder atrativo destes carros em versão "mini" no país das caminhonetes 4x4: os Honda Fit, Nissan Versa ou Toyota Yaris, que chegaram há três anos nos EUA, estão vendendo como água."Os veículos pequenos têm muito mais movimento nas concessionárias", disse Ming-Jou Chen, encarregada de comunicação na Toyota. "Ter uma ampla gama de produtos nos ajuda neste período de crise", acrescentou.Os três grandes de Detroit --General Motors, Ford e Chrysler-- viram como o mercado americano escapou-lhes das mãos por sua incapacidade de competir com os carros econômicos japoneses.Com a corda no pescoço, a Ford importará seu pequeno Fiesta europeu para o ano que vem nos EUA."Não resta dúvida de que os americanos estão mudando seu comportamento de consumo e, sendo assim, os fabricantes de automóveis não têm outra opção senão se adaptar também", comentou Simon Sproule, vice-presidente da Nissan encarregado do departamento de comunicação."Antes de perder clientes temos de propor mais carros para que eles possam escolher e, se isso quer dizer carros menores, nós os fabricaremos", declarou Sproule.As vendas de carros caíram a níveis mínimos em outubro, atingindo o nível de 1982. Em contrapartida, os carros pequenos cumpriram suas metas e, inclusive os superaram, como a casa Scion, um ramo da Toyota destinado aos jovens."Entre 120.000 e 130.000 veículos foram vendidos nestes 12 últimos meses, estamos nas nuvens", disse o porta-voz da marca Steve Hatanaka.Por sua vez, a Suzuki cita estatísticas de vendas de dar inveja à GM: "De um ano a outro, registrou alta de 120% a 130%" nas vendas do modelo SX4, uma pequena caminhonete 4X4, revelou Jeff Holland, porta-voz da marca.No Salão de Los Angeles, a Nissan apresentou seu pequeno Cube, que será colocado à venda no próximo ano no mundo inteiro. "Ele está chegando num bom momento", disse Sproule.No stand da Kia, a estrela é o Soul, um compacto de cinco portas. "As reações dos visitantes são fantásticas", disse Alex Fedorak, porta-voz da marca sul-coreana enquanto mostrava este modelo "que parece pequeno por fora, mas é espaço no interior".