domingo, 21 de junho de 2009

FIA GT3: Campaniço segundo na Alemanha

Segundo lugar no circuito de Oschersleben deu à equipa do piloto português o segundo lugar no campeonato FIA GT3




Uma ultrapassagem na última volta permitiu neste domingo a vitória de Christoffer Nygaard e de Florian Gruber (Ford GT) na segunda corrida da terceira jornada do Campeonato da Europa FIA GT3, com a dupla alemã a relegar para a segunda posição o Audi R8 LMS dividido por César Campaniço e Nicolas Armindo (na imagem). O terceiro lugar da dupla Thomas Accary e Julien Rodrigues (Aston Martin DBRS9) permitiu-lhes comemorar no pódio a liderança isolada no campeonato, com dez pontos de vantagem sobre os seus perseguidores mais próximos – entre eles estão os portugueses César Campaniço e Manuel Rodrigues, este residente em França.

A corrida começou depois de uma forte chuvada que afectou a corrida da categoria FIA GT, e a partida foi feita atrás do 'safety car'. O primeiro carro a cortar a linha de meta até foi o outro Audi A8 LMS da equipa Rosberg, mas Christopher Mies e Christopher Haase foram penalizados em 30 segundos devido a um acidente que os comissários consideraram evitável, caindo para o sexto lugar. Isso permitiu a Manuel Rodrigues e a Frederic Makowiecki (Aston Martin DBRS9) subir ao quarto lugar na corrida e ao segundo lugar no campeonato, empatados com Campaniço e Nicolas Armindo.

O Campeonato FIA GT3 regressa apenas em Setembro (11 a 13), no Autódromo Internacional do Algarve.



Pódio para Ramos

Na categoria FIA GT, o Maserati MC12 da equipa de Miguel Ramos e Alex Muller terminou na terceira posição a segunda corrida do fim-de-semana em Oschersleben, atrás do Corvette Z06 de Mike Hezemans e Anthony Kumpen e do Maserati MC 12 de Michael Bartels e Andrea Bertolini.

A prova foi marcada pela chuva forte que surpreendeu os pilotos já durante a corrida, com alguns carros a mostrarem afinações menos eficientes para o piso molhado, como aconteceu com o Maserati de Miguel Ramos.

Bartels e Bertolini lideram o campeonato, com 26 pontos, Miguel Ramos e Alex Muller seguem na quarta posição, com 12 pontos.

O Campeonato FIA GT regressa em Julho (24 a 26), no circuito de Spa-Francorchamps (Bélgica).





GM e Koenigsegg chegam a acordo para venda da Saab

A General Motors Europe chegou a um acordo preliminar para vender a sueca Saab à também sueca Koenigsegg



A General Motors Europe chegou a acordo para a venda da Saab ao pequeno construtor de desportivos sueco Koenigsegg.

A General Motors e o grupo Koenigsegg confirmaram os pormenores de um acordo preliminar para a aquisição da Saab que "assegura o futuro da Saab", refre o comunicado divulgado pelo grupo norte-americano, que entrou em processo de falência.

A Koenigsegg é um pequeno contrutor de carros desportivos, que emprega apenas 45 trabalhadores e tem uma produção anual pouco superior a vinte carros, vendidos, cada um, por mais de um milhão de euros.

A Saab diz que precisa de mil milhões de dólares (720 milhões de euros) para se recuperar e lançar novos modelos. A marca sueca prepara-se para apresentar em Setembro, no Salão de Frankfurt, a nova geração da berlina 9-5 e o inédito 9-4x.













Vitória no Rali Transibérico dá título a Chicherit

Piloto francês venceu a Taça do Mundo FIA de Todo-o-Terreno, Hélder Oliveira e Bernardo Moniz da Maia terminaram no pódio do Rali Transibérico



Não houve surpresas no último dia do Rali Transibérico – Guerlain Chicherit (BMW X3 CC) assegurou neste domingo uma vitória facilitada após o abandono dos seus principais adversários portugueses, Hélder Oliveira (Nissan Pathfinder) e Bernardo Moniz da Maia (BMW X3 CC) completaram o pódio. Chicherit garantiu também a vitória na Taça do Mundo FIA de Todo-o-Terreno (duas vitórias e um terceiro lugar), Moniz da Maia subiu ao segundo lugar do Campeonato de Portugal da modalidade.

A quarta e última etapa desta prova ibérica marcou o regresso à competição de Carlos Sousa (Mitsubishi Racing Lancer) e Filipe Campos (BMW X3 CC), depois dos acidentes que os afastaram dos primeiros lugares na etapa de sábado. Sousa venceu este duelo particular, por 44 segundos, marcou os mesmos pontos que o seu adversário e manteve o primeiro lugar no Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, agora com nove pontos de vantagem sobre Moniz da Maia e 12 à frente de Filipe Campos. O campeão nacional teve um furo no primeiro sector selectivo do dia e não conseguiu no segundo recuperar o atraso superior a dois minutos.



“Tive mesmo de andar muito depressa, pois o ritmo do Filipe [Campos] foi fortíssimo. Era impossível vir mais depressa e foi uma luta muito gira. Sabia que ele tinha de me passar para me ganhar o dia e percebi que me estava a ganhar tempo, mas nunca ouvi o Sentinel. Foi uma luta duríssima, mas muito divertida, aliás como tem acontecido ao longo da temporada”, afirmou Carlos Sousa.

As contas do campeonato ficaram agora mais favoráveis ao piloto de Almada. “Esta prova serviu apenas para praticamente eliminar o Miguel [Barbosa] da corrida pelo título. Este não era o desfecho que mais desejávamos, mas acabámos por marcar tantos pontos como o Filipe [Campos] e, como faltam apenas três corridas até ao final da época, estamos naturalmente um pouco mais perto do título. Foi pena o que sucedeu ontem, mas são coisas que acontecem nas corridas e o que fizemos hoje deixa-me satisfeito”, rematou Carlos Sousa.



O Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno regressa apenas no início de Setembro (5 e 6), com a sexta etapa – a Baja Cidade de Beja/Montes Alentejanos.

Classificação Rali Transibérico

1º Guerlain Chicherit (BMW X3 CC), 15h11m08s
2º Hélder Oliveira (Nissan Pathfinder), a 1h16m27s
3º Bernardo Moniz da Maia (BMW X3 CC), a 1h32m14s
4º Rodolphe Deveaux (Mitsubishi Pajero), a 1h50m08s
5º José Dinis Lucas (Mitsubishi Pajero), a 2h21m47s
6º Lino Carapeta (QT Wildcat), a 2h24m34s
7º Fernando André (Renault Mégane), a 2h27m54s
8º Alexander Mironenko (Nissan Overdrive), a 2h39m44s
9º Pedro Silva Nunes (Mitsubishi Pajero), a 2h49m02s
10º Artem Varentsov (Toyota Land Cruiser 100), a 3h15m08s




Classificação Campeonato de Portugal TT

1º Carlos Sousa, 47
2º Bernardo Moniz da Maia, 38
3º Filipe Campos, 35










Conhecidos os melhores motores do ano


11ª edição "International Engine of the Year Awards" elege o motor 1.4 TSi da Volkswagen como o melhor motor do ano


A publicação britânica «Engine Technology International» acaba de dar a conhecer os vencedores do "International Engine of the Year Awards 2009”, que na 11ª edição do prestigiado evento elegeu o motor 1.4 TSi da Volkswagen como o melhor motor do ano.

A marca alemã garantiu também o prémio na categoria de motor “verde” com o mesmo propulsor, superando o motor híbrido da Honda e o 2 litros biturbo diesel da BMW.

A Porsche, com o motor 3.8 de seis cilindros que equipa o novo 911, levou a melhor na categoria do motor de alta performance, à frente do V10 que equipa os M5 e M6 da BMW, e o V8 Supercharged de 5 litros da Jaguar.

Pelo terceiro ano consecutivo, o «mil» que equipa modelos como Toyota Aygo, Yaris, Peugeot 107 e Citroen C1 venceu a categoria que elege o melhor motor abaixo dos 1,0 litros.

Na categoria acima (1.0 a 1,4 litros), a vitória foi uma vez mais para o 1.4 TSi da Volkswagen. Entre os 1,4 a 1,8 litros, a vitória voltou a sorriu – pela terceira vez consecutiva - ao motor a gasolina 1.6 Turbo de Injecção Directa concebido em cooperação com o Grupo BMW que equipa modelos como o Peugeot 207/308 e o Mini Cooper.

Pelo quinto ano consecutivo, o motor TFSi de 2 litros do Grupo Volkswagen venceu entre os motores de 1,8 e 2 litros.

Na categoria entre 2 e 2,5 litros, a Mercedes venceu com o novo 2,1 litros diesel, superando o cinco cilindros 2.5 biturbo da Audi (TT-RS) e o 2.5 turbo de quatro cilindros da Subaru.

A BMW levou a melhor nas duas categorias seguintes, com o biturbo de 3 litros a gasolina, motor que equipa, entre outros, os 335i, Z4, X6, na categoria entre os 2.5 e 3 litros; e o V8 atmosférico de 4 litros do M3 na categoria entre os 3 e os 4 litros de cilindrada.

Acima dos 4 litros de cilindrada, a vitória sorriu ao V8 de 6,2 litros da Mercedes que dá «vida» a grande maioria dos modelos preparados pela divisão desportiva da marca alemã, a AMG.

Composto por um um painel internacional de 62 jornalistas do sector automóvel, o prémio de Motor Internacional do Ano é um dos galardões mais desejados pelos fabricantes de automóveis. O júri estabelece a sua classificação, após testes de condução dos últimos modelos para identificar quais os motores que oferecem o maior prazer de condução, as melhores performances, o melhor controlo dos consumos e a utilização de tecnologias de ponta.

A lista dos vencedores do «International Engine of the Year Awards 2009»:

International Engine of the Year 2009:
BMW 5-litre V10 (M5, M6)

Motor novo do ano 2009:
Porsche 3.8 de seis cilindros (911)

Melhor motor de alta performance:
V8 6.2 da Mercedes-AMG (SL, CLK, CL, S, CLS, ML)

Motor «verde» do ano:
1.4 TSi da Volkswagen (Golf, Scirocco, EOS, Leon, Altea, etc)

Mlehor motor abaixo de 1 litro:
1.0 Tricilíndrico da Toyota (Yaris, Aygo, iQ, Peugeot 107, Citroen C1)

Entre 1 litro e 1.4 litros:
1.4 TSi da Volkswagen (Golf, Scirocco, EOS, Leon, Altea, etc)

Entre 1,4 litros e 1.8 litros:
1.6 Turbo da BMW/PSA (Mini, Peugeot 207)

Entre 1,8 litros e 2 litros:
2.0 TFSi da Audi (Golf, Audi A3, A6, Seat Leon, Skoda Octavia)

Entre 2 litros e 2,5 litros:
2.1 diesel (CDi) da Mercedes (Classe C e E)

Entre 2,5 litros e 3 litros:
3.0 Biturbo da BMW (335i, 535i, Z4, X6)

Entre 3 litros e 4 litros:
V8 de 4 litros da BMW (M3)

Acima dos 4 litros:
V8 6.2 da Mercedes-AMG (SL, CLK, CL, S, CLS, ML)

terça-feira, 2 de junho de 2009

GM já encontrou comprador para a Hummer

Um dia após ter entrado com pedido de concordata nos Estados Unidos, a General Motors anunciou ter chegado a um acordo para vender a Hummer, uma das marcas que, pelo plano de reestruturação do grupo, devem ser descartadas pela empresa.
O anúncio não divulga quem são os compradores, nem o valor envolvido na transação, que será concretizada no segundo semestre. A marca Hummer emprega nos Estados Unidos cerca de 3 mil pessoas, incluindo funcionários das fábricas e revendas.
Segundo a GM, os compradores da Hummer pretendem continuar investindo no futuro da marca e, durante um período determinado, irão contratar serviços do grupo nas áreas de manufatura e negócios. Um dos pontos do acordo é a continuação da montagem dos modelos H3 e H3T na fábrica da GM em Shreveport pelo menos até o final do ano que vem.
Antes de ser adquirida pela GM, a Hummer tornou-se famosa como fornecedora do exército americano e seus jipões ficaram mundialmente conhecidos pelas imagens da Guerra do Golfo e dos conflitos posteriores que envolveram os Estados Unidos. Além do H1, versão derivada diretamente do modelo militar, a marca desenvolveu o H2 e o H3, menores e destinados ao uso civil. Apesar disso, as vendas da linha caíram 51% no ano passado em relação a 2007. Nos Estados Unidos, os veículos da marca tem preços a partir de U$ 31 mil (R$ 62 mil), chegando a US$ 72 mil (R$ 144 mil) nos modelos maiores mais equipados.
A situação da Hummer interessa bastante à GM do Brasil, cujo centro de engenharia foi responsável pelo desenvolvimento da picape H3 e, eventualmente, poderá continuar prestando serviços ao comprador da marca.

Ícone americano, GM pede concordata e promete "novo começo"

A montadora General Motors (GM) pediu nesta segunda-feira (1º) a maior concordata industrial da história dos Estados Unidos, mas a direção da empresa assegurou que o dia ficará marcado como o "novo começo" da centenária companhia, que durante décadas foi sinônimo da prosperidade americana.Ícone da economia dos EUA, a GM pediu concordata hoje em um tribunal de Nova York por não ter sido capaz de re-estruturar sua dívida, como tinha exigido o governo americano."O conselho de administração da GM lamenta que este caminho tenha sido necessário apesar dos esforços de muitos. Hoje é um novo início" para a companhia, afirmou o presidente de seu conselho de administração, Kent Kresea, por meio de um comunicado.Em termos similares se expressaram o presidente americano, Barack Obama, e o executivo-chefe da GM, Fritz Henderson.Em um discurso transmitido para todo o território americano, Obama afirmou que o plano de concordata da montadora permitirá a viabilidade futura da companhia, que renascerá "mais forte do que nunca".Henderson, por sua vez, disse que "hoje é um momento-chave para a reinvenção da GM como uma companhia menor, mas mais atenta ao consumidor e mais competitiva que, sobretudo, possa gerar resultados positivos rapidamente".A nova GM que emergirá da concordata será radicalmente distinta da velha empresa que dominou o setor durante décadas. Ficará sob a tutela estatal e terá metade de suas oito marcas - Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC permanecem; Pontiac, Saturn, Saab e Hummer desaparecerão por meio de vendas ou simplesmente mediante o fechamento.Para começar, a montadora fechará 11 fábricas nos EUA e interromperá temporariamente as atividades de outras três, o que significará o fim de mais de 20 mil postos de trabalho.Além disso, a companhia eliminará 2.400 concessionárias, ficando com pouco mais de 3.600.Os advogados da GM apresentaram um documento de 24 páginas no Tribunal de Falências de Nova York o qual detalha quais fábricas serão fechadas até 2010, quem são os credores, quais são seus ativos, avaliados em US$ 82,3 bilhões, e sua dívida financeira, no valor de US$ 172,8 bilhões.Os principais credores da GM são uma companhia fiduciária que tem bônus no valor de US$ 22 bilhões e o sindicato do setor automotivo United Auto Workers (UAW), a quem a montadora deve US$ 20,6 bilhões para o financiamento da assistência de saúde dos aposentados da empresa.Pouco após pedir concordata, a montadora disse que chegou a acordos com o Departamento do Tesouro dos EUA e as autoridades canadenses "para acelerar sua reinvenção e criar uma 'Nova GM' menor e mais forte".Como estava previsto, a empresa solicitou no tribunal a aprovação da manutenção das garantias de seus veículos. Elas estão sendo respaldadas pelos Governos dos EUA e do Canadá.Durante uma entrevista coletiva de quase uma hora, Henderson se manteve otimista sobre o futuro da gigante industrial americana."Hoje, a velha GM é história. Hoje, começa a nova General Motors", declarou.Para o executivo-chefe da companhia, a nova empresa será menor, mas mais concentrada em produtos e seus clientes, aos quais pediu para que não abandonem a centenária fabricante neste momento."Quero que nos deem outra oportunidade", afirmou.Segundo Henderson, "o mais difícil" do processo foi o fechamento de fábricas e a eliminação de milhares de postos de trabalho.Em relação às subsidiárias da GM fora dos EUA e do Canadá, o executivo-chefe disse que as "operações no México não estão incluídas na concordata", mas reconheceu que estão afetadas pela queda da demanda em território americano.Henderson repetiu que o pedido de concordata "não terá nenhum impacto" na Europa, América do Sul ou Ásia e que as subsidiárias destes continentes continuarão operando "sem interrupções".

GM pede concordata e venda da Chrysler é aprovada

DETROIT/WASHINGTON (Reuters) - A General Motors pediu proteção contra falência nos Estados Unidos nesta segunda-feira, levando a montadora de 100 anos --que já foi o símbolo da economia norte-americana-- a uma era de incerteza sob controle do governo do presidente Barack Obama.
O pedido de concordata é o terceiro maior da história dos EUA e o maior no setor industrial do país.
A decisão do governo de fornecer mais 30 bilhões de dólares para a reestruturação da fabricante de veículos representa um grande desafio para a administração Obama.
Mas em um sinal de progresso nos esforços do governo norte-americano para reorganizar o setor automotivo, um juiz aprovou, no domingo, a venda de praticamente todos os ativos da montadora Chrysler para um grupo liderado pela italiana Fiat.
A concordata da rival Chrysler, também com apoio financeiro do Tesouro dos EUA, vinha sendo vista como um teste para mostrar qual seria o resultado de uma reorganização muito maior e mais complexa pretendida para a GM.
Obama disse que concessões por parte de trabalhadores e credores permitiram um plano viável para a GM, que agora tem chance de ter sucesso na reestruturação.
"Eu estou absolutamente confiante de que, se bem administrada, a nova GM surgirá como uma empresa que pode competir com montadoras ao redor do mundo e que poderá mais uma vez ser parte integral do futuro econômico dos EUA", disse Obama.
A ambição do governo dos EUA é por um rápido processo de venda da GM, permitindo que uma companhia menor deixe a concordata em um prazo de 60 dias a 90 dias.
Na concordata, a GM será dividida em duas: a "nova GM" e a "velha GM" --que inclui partes da empresa que eventualmente serão liquidadas.
Os ativos da "nova GM" serão transferidos para uma empresa controlada pelos governos dos EUA e do Canadá, pelo sindicato dos trabalhadores UAW e por parte dos credores da GM.
Segundo documentos encaminhados à Justiça, o Tesouro dos EUA só irá financiar a GM se uma transação de venda da "nova GM" for aprovada até 10 de julho.
Para o analista do setor Christopher Richter, da CLSA Asia-Pacific Markets, em Tóquio, a implicação imediata no mercado, com as concordatas de GM e Chrysler, é que ambas serão menores e deixarão espaço para que rivais como Toyota, Honda, Nissan e Hyundai ganhem participação nos EUA.
Um dos maiores desafios para a GM será criar uma linha de produtos com preços mais acessíveis e mais eficientes em termos de consumo de combustível.
A empresa espera manter investimentos de 6,5 bilhões a 7 bilhões de dólares por ano, o equivalente a perto de 5 por cento de suas vendas.
Após o pedido de concordata, as ações da GM foram removidas do índice industrial Dow Jones.
GOVERNO DOS EUA SALVA MONTADORA
Desde o começo do ano, a GM vem sendo mantida viva por recursos do governo dos EUA.
Ao assumir 60 por cento da GM reorganizada, a administração Obama está apostando que a montadora poderá competir com montadoras como a japonesa Toyota após cortar pela metade sua dívida e seus custos trabalhistas sob novo contrato com o sindicato UAW.
De acordo com o vice-presidente financeiro da GM, Ray Young, a montadora precisa ter um valor de 68 bilhões de dólares para que o Tesouro dos EUA recupere integralmente o dinheiro que colocou na empresa.
O governo federal do Canadá e a província de Ontário também se comprometeram a oferecer dinheiro à GM.
A montadora planeja fechar 11 unidades nos EUA e desativar outras três fábricas. A GM não forneceu uma atualização para suas metas de cortes de empregos, mas vinha buscando reduzir 21 mil postos dos 54 mil sindicalizados que tem em seu quadro de funcionários nos EUA.
Apenas o fechamento de fábricas vai afetar de 18 mil a 20 mil trabalhadores filiados ao UAW nos EUA.
"O dia de hoje marca o começo de uma nova companhia, de uma nova GM dedicada a construir os melhores carros e caminhões, com eficiência energética e com qualidade de classe mundial", disse em entrevista coletiva o presidente-executivo da GM, Fritz Henderson.
O sindicato UAW terá fatia de 17,5 por cento na "nova GM". O governo canadense terá 12 por cento e os detentores de bônus da montadora ficarão com 10 por cento.
INVESTIDOR RELUTANTE
Autoridades envolvidas na reorganização da GM disseram que a Casa Branca é um "investidor relutante" na companhia, mas teve que prevenir uma falência que analistas afirmam que deixaria dezenas de milhares de desempregados em um momento de recessão econômica.
A GM emprega 92 mil pessoas nos EUA e é responsável indiretamente por 500 mil aposentados.
Autoridades dos EUA disseram que não há planos de fornecer qualquer outra ajuda financeira à montadora além do já acertado e insistiram que todas as três montadoras de Detroit --GM, Ford e Chrysler-- podem sobreviver. Das três, a Ford é a única que não buscou ajuda do governo federal.
No caso da GM, o objetivo da reestruturação é permitir que a companhia volte à lucratividade se a indústria dos EUA voltar a comercializar 10 milhões de veículos por ano.
Até agora, para parar de perder dinheiro, a GM contava com uma recuperação da marca de 16 milhões de carros vendidos nos EUA por ano, marca vista em 2007, segundo autoridades.
Embora seja esperado que a "nova GM" saia rapidamente da proteção contra falência, suas fábricas fechadas, equipamentos e outros ativos devem ser deixados para uma futura liquidação.
No final de semana, a GM conseguiu o suporte para sua reorganização de investidores que representam 54 por cento da dívida de 27 bilhões de dólares com detentores de bônus.
Os detentores de bônus poderão ter até 25 por cento da GM se a empresa recuperar o valor de mercado que tinha em 2004.
(Reportagem adicional de David Bailey, Soyoung Kim, David Lawder, John Crawley, Leah Schnurr, Poornima Gupta, Walden Siew e Tom Hals)
DÉCADA A DÉCADA, A HISTÓRIA DA GENERAL MOTORS
1900 / 1910
16 de setembro de 1908 - A General Motors Company é fundada por William Durant (foto), incorporando a Buick e depois a Cadillac; 1909 - A GM vende 25 mil carros e picapes e compra a Cadillac; 1910 - Grupo GM cresce, assim como as vendas, mas dívida sobe e Durant é derrubado.
1911 / 1920
1911 - Ignição elétrica estreia num Cadillac modelo 1912; 1915/16 - GM integra General Motors Corp. Durant cria a Chevrolet e reassume controle da GM; 1917/19 - GM direciona a produção de picapes e veículos pesados para o esforço de guerra; financeira GMAC é criada. 1920 - Durant deixa a GM; grupo segmenta seus produtos em cinco marcas (Buick, Chevrolet, Pontiac, Oldsmobile e Cadillac) com públicos-alvo diferentes.
1921 / 1930
1921 - GM detém 12% do mercado automotivo dos Estados Unidos; 1923 - Alfred P. Sloan vira presidente da empresa; 1925 - GM começa a operar no Brasil (foto), onde estabelece a marca Chevrolet; entra também na Argentina, Alemanha e França, e compra a britânica Vauxhall; 1929 - GM compra a alemã Adam Opel AG.
1931 / 1940
1937 - Greves violentas (foto) dos horistas da GM em Flint, cidade natal da companhia, consolidam poder sindical do United Auto Workers (UAW).
1941 / 1950
1941 - Fatia de mercado da GM nos EUA sobe a 41%; Cadillacs estreiam ar-condicionado; 1942 - Produção de veículos civis é parada para dar lugar ao esforço de guerra; 1945/46 - Trabalhadores fazem greve de 113 dias; 1948 - Primeiros motores V8 introduzidos em Oldsmobiles e Cadillacs; 1949 - GM compra a empresa de bondes de Los Angeles (foto) e passa a ser acusada de sistematicamente, desde os anos 1920, adquirir empresas do setor em várias cidades, para desmontá-las e aumentar o uso de ônibus -- a GM foi condenada uma vez, em Los Angeles.
1951 / 1960
1954 - Participação de mercado da GM nos EUA chega a 54%, e companhia chega ao carro nº 50 milhões; 1956 - Sloan se aposenta; 1959/60 - GM lança o Chevrolet Corvair (foto), modelo menor que enfretaria os compactos europeus; o carro é alvo de críticas quanto à segurança, o que provoca audiências sobre essa questão no Congresso dos EUA.
1961 / 1970
1964 - Lançado o primero Malibu; 1966 - Os muscle cars Chevrolet Camaro (foto) e Pontiac Firebird são lançados para enfrentar o Ford Mustang; 1967 - GM chega a seu carro de número 100 milhões; 1969/71 - Nave Apolo 11 chega à Lua com um sistema de navegação da GM e o veículo lunar da Apolo 15 é feito pela companhia.
1971 / 1980
1979 - GM fecha a década com mais de 618 mil empregados nos EUA, e cerca de 853 mil em todo o mundo; são registrados tropeços, como a crise do petróleo, o avanço das marcas japonesas e uma queda nas vendas; 1980 - Roger Smith vira presidente da GM, num ano em que a companhia perde US$ 750 milhões com a queda nas vendas de carros e picapes.
1981 / 1990
1983 - GM firma com a Toyota joint-venture para construir carros na Califórnia, ao mesmo tempo que anuncia a criação da Saturn (foto) para enfrentar os orientais; GM fatura US$ 3,7 bilhões; 1984/85 - GM adquire empresas fora do setor automotivo e amplia seus lucros; Saturn é fundada; 1986/87 - Companhia anuncia plano de fechar 11 fábricas, mas atinge pico de 877 mil empregados; acordo com o UAW só permite fechamento de fábricas se vendas de seus produtos caírem. 1989 - GM atende a regras federais e equipa cerca de 15% de seus carros com airbags para motorista, culpando o equipamento por aumento de preços; 1990 - Roger Smith é substituído por Robert Stempel; lançada a marca Saturn; lucros desabam para US$ 102 milhões; surge o carro elétrico Impact, que deu origem ao EV1, descontinuado em 2003 -- medida que gerou duras críticas à companhia pelo suposto desprezo ao meio-ambiente.
1991 / 2000
1991 - GM sofre perda recorde de US$ 4,45 bilhões e anuncia fechamento de fábricas e cortes de empregos; 1992 - Stempel perde poder e depois renuncia, substituído por Jack Smith; 1996/97 - Empresas não-automotivas são separadas do grupo; 1998 - Greve em duas fábricas de Michigan paralisam a produção em todo o país; 1999 - GM compra a marca Hummer; 2000 - Rick Wagoner (foto), que presidiu a GM do Brasil, assume a chefia global do grupo.
2001 / Hoje
2002 - GM gasta US$ 252 milhões por participação de 42% na falida Daewoo; 2003/04 - GM desfaz-se de negócios na área de defesa e eletrônicos, e encerra produção da Oldsmobile; 2006 - Começam demissões e aposentadorias voluntárias; aliança com grupo Renault-Nissan é rejeitada; 2007 - GM perde US$ 38,7 bilhões, um recorde da indústria; participação no mercado cai a 23,7%; 2008 - Alta no preço da gasolina e queda nas vendas de veículos de grande porte afetam negócios automotivos e atingem fortemente a GM; Hummer (foto à esq.), que fabrica utilitários beberrões, é posta à venda; crise financeira global, em outubro, piora situação do setor automotivo; em dezembro, GM afirma precisar de US$ 18 bilhões para se manter operante, e recebe US$ 13,4 bilhões do governo dos EUA; 2009 - O novo presidente dos EUA, Barack Obama (foto à dir.), exige um plano de reestruturação da GM; no dia 29 de março, Wagoner cai do poder na GM por ordem de Obama, e é substituído por Fritz Henderson; GM tem prazo até junho para mostrar-se viável, com ou sem concordata; hoje, 1º de junho de 2009, a GM pede concordata.

General Motors pede concordata nos EUA e terá dinheiro público para se reerguer

Em telão instalado na sala em que um executivo da General Motors falaria à imprensa, o presidente dos EUA, Barack Obama, comenta a concordata da companhia, nesta 2ªA General Motors entrou nesta segunda-feira (1º), numa corte de Nova York (EUA), com um pedido de concordata. Trata-se da terceira maior quebra de empresa da história dos Estados Unidos, atrás apenas do Lehman Brothers e da WorldCom. A derrocada da GM superou até mesmo a da Enron, em 2001.O presidente norte-americano, Barack Obama, se pronunciou na tarde desta segunda sobre a concordata da GM. Para ele, a "icônica companhia americana" não poderia ficar sem ajuda, já que uma falência total poderia ter consequências muito além da indústria automotiva. De acordo com Obama, após o prazo de 60 dias recebido do governo dos EUA em março, a GM finalmente apresentou um plano de reestruturação considerado "viável".

Por isso, já sob concordata, a GM vai receber do governo dos EUA mais US$ 30,1 bilhões, em troca de 60% do controle da "nova" companhia que emergirá da quebra. O Tesouro norte-americano já havia colocado cerca de US$ 19 bilhões na GM.O governo do Canadá, país em que as operações da GM são importantes, deterá 12% da empresa, entrando com US$ 9,5 bilhões. O sindicato United Auto Workers (UAW) terá assento na diretoria da companhia. Todos os atuais executivos devem ser trocados por homens de confiança de Obama -- que, no entanto, afirmou que seu governo não interferirá demais nos rumos da "nova" GM.
Comente a concordata da General Motors Obama disse ainda que a reestruturação e o reerguimento da GM podem demorar mais do que a recuperação da economia dos EUA, mas que, ao término do processo, a companhia fabricará mais carros nos EUA do que fora dele, além de focar em veículos mais econômicos e menos poluidores.Depois de Obama, foi a vez de Fritz Henderson, atual presidente da GM, falar sobre a situação da companhia. Ele confirmou a intenção de produzir carros mais econômicos e "verdes": "A nova GM, que surgirá entre 60 e 90 dias, terá como foco a produção de carros menores e mais eficientes para o mercado norte-americano, com novas tecnologias e design impressionante", afirmou. Para ele, o pedido de concordata "não é o fim da GM, mas o início de um novo capítulo -- melhor, mais aberto e transparente".Henderson disse que as operações da GM fora dos EUA e do Canadá não sofrerão mudanças. Isso inclui América do Sul, Ásia e África, e mesmo o México, tão próximo do mercado norte-americano. "Basicamente, [apenas] as operações dos EUA e do Canadá serão afetadas, inicialmente, pela concordata", frisou o executivo.
O CAMINHO DA CRISEFundada há 101 anos, a GM foi a maior vendedora de veículos no mundo entre 1931 e 2008, quando a japonesa Toyota a ultrapassou. Mergulhada numa crise sem precedentes -- agravada pelo derretimento financeiro mundial iniciado em 2008, mas originada em procedimentos e estratégias empresariais muito questionados, como insistir na fabricação de picapes e SUVs beberrões e poluidores --, a GM começou este ano devendo bilhões de dólares, inclusive ao Tesouro dos EUA, e enfrentando dificuldades para fechar acordos com seus credores.No primeiro grande sinal da derrocada, no final do ano passado a General Motors teve de publicar um histórico anúncio admitindo vários erros, fazendo uma auto-crítica arrasadora e, finalmente, explicando aos cidadãos dos Estados Unidos porque se via no direito de pedir dinheiro público emprestado para sair do buraco. Agora, vê-se obrigada a apelar à lei norte-americana para proteger-se contra pedidos de falência.A Chrysler, terceira maior montadora de veículos dos Estados Unidos, pediu concordata no final de abril. Seu processo de recuperação inclui uma aliança com a italiana Fiat, já autorizada pela Justiça dos EUA e saudada por Obama, nesta segunda, como um grande passo na viabilização da montadora dos EUA.Não será esse o caminho da GM, que em 2006 descartou uma aliança global com o grupo Renault-Nissan. O que a ex-maior montadora do mundo fez de prático já antes da concordata foi colocar à venda a marca Hummer, marcar o próximo ano como o último da Pontiac, sucatear a Saturn e, na Europa, passar o controle da Opel à canadense Magna. A Ford, segunda maior montadora dos EUA, não chegou a pedir dinheiro ao governo norte-americano.O processo de reestruturação da GM inclui o fechamento de diversas fábricas e unidades nos EUA e o consequente corte de postos de trabalho -- as demissões podem chegar a 20 mil, numa estimativa algo conservadora. Ao menos 11 unidades estão com os dias contados, entre elas, cinco fábricas de motores e estamparias, que devem encerrar suas atividades em 2010. Uma unidade no Estado de Delaware, especializada em roadsters (conversíveis de dois lugares) das marcas Pontiac e Saturn, é outra que terá as portas fechadas. Numa medida do que a quebra e severa reestruturação da GM podem fazer com a cadeia produtiva automotiva, cerca de 100 mil empregos podem ser perdidos nas revendas do grupo que serão fechadas nos próximos anos -- até 6.000 lojas nos Estados Unidos estariam ameaçadas. A esperada diminuição da produção, do catálogo de produtos e das vendas gerais da GM devem não só impedir que a empresa recupere a posição de maior do mundo no setor automotivo, como também fazer com que seja ultrapassada domesticamente pela própria Toyota e, num segundo momento, pela Ford -- que então se tornaria a maior montadora dos EUA.
NO BRASILA General Motors do Brasil ainda não se pronunciou sobre a concordata da matriz. Sua assessoria de imprensa afirmou que não está prevista qualquer manifestação da filial para esta segunda. Uma entrevista coletiva do presidente Jaime Ardila deve ser feita na terça (2). No entanto, uma nota da divisão LAAM da GM (América Latina, África e Oriente Médio) foi divulgada nesta segunda e afirma que as operações nessas regiões não serão afetadas.Desde o começo da crise, a GM do Brasil tem dito repetidas vezes que os problemas da matriz não afetarão o calendário local, porque as verbas para investimentos já estão garantidas. O maior deles é o projeto Viva, uma nova família de carros compactos que deve incluir um hatch e um crossover -- adiantados no conceito GPix, exibido no Salão de São Paulo de 2008.De acordo com informações de bastidores, o lançamento do primeiro modelo do Viva já está programado para o segundo semestre, e acontecerá na Argentina.


DADOS DA COMPANHIA

FINANÇAS - A GM perdeu US$ 31 bilhões em 2008, atingindo perdas totais de US$ 82 bilhões em quatro anos. No ano passado, ela vendeu 8,3 milhões de carros em todo o mundo, contra 9,37 milhões em 2007.
STATUS - A GM perdeu a posição de maior fabricante mundial de carros, mantida desde 1931, para a japonesa Toyota, em 2008
MARCAS/MODELOS - O grupo GM inclui as marcas Buick, Cadillac, Chevrolet (a única vendida no Brasil), GMC, Hummer, Pontiac, Saab (da Suécia) e Saturn; há planos de vender Saab, Saturn e Hummer este ano, e a Pontiac será fechada em 2010. As marcas restantes, prioritárias, representam 83% de suas vendas. Os carros mais vendidos da GM são os Chevrolet Silverado (picape), Malibu e Impala (sedãs), o Cadillac CTS (sedã de luxo) e a picape GMC Sierra.
PESSOAL - Em dezembro de 2008 a GM tinha 243 mil empregados em todo o mundo, 170 mil deles horistas e 73 mil contratados -- desse total 54 mil trabalham em fábricas e são representados pelo sindicato United Auto Workers. Os aposentados são 384 mil horistas e 116 mil assalariados.

Ford aumentará produção para atrair clientes de GM e Chrysler

A Ford, única fabricante de veículos dos Estados Unidos que não declarou falência, aumentará sua produção para ganhar mais participação de mercado, enquanto a Chrysler e a General Motors (GM) pararam muitas máquinas durante a re-estruturação de suas operações, informou nesta segunda-feira a empresa.
Por isso, já sob concordata, a GM vai receber do governo dos EUA mais US$ 30,1 bilhões, em troca de 60% do controle da "nova" companhia que emergirá da quebra. O Tesouro norte-americano já havia colocado cerca de US$ 19 bilhões na GM.Ao contrário das rivais, a Ford manterá em atividade as fábricas na América do Norte e, no terceiro trimestre, aumentará a produção das linhas de montagem em 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.No total, montará 150 mil automóveis e 310 mil caminhonetes entre julho e setembro. A Ford ganhou fatia de mercado nos últimos meses, ao mesmo tempo em que os problemas econômicos das concorrentes nos Estados Unidos se agravaram.Hoje, a GM apresentou pedido de concordata, enquanto a Chrysler declarou falência em 30 de abril e deve sair dessa situação nos próximos dias, segundo disse hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.A Ford temia que o afundamento desordenado dessas companhias a prejudicasse, ao afetar fornecedores de peças que também abastecem as três gigantes de Detroit. "Não prevemos nenhum grande transtorno em nossas operações como consequência das notícias de hoje", disse a companhia em comunicado."Compartilhamos a esperança do presidente Obama de que a quebra da GM seja controlada e ordenada", afirmou Ford, que destacou a importância de manter "a estabilidade da cadeia de provisões e de garantir que emerja uma indústria automobilística americana saudável deste período econômico difícil".A Ford suportou sem assistência pública a interrupção brusca da demanda de veículos nos Estados Unidos. No comunicado de hoje, a firma reiterou sua intenção de não solicitar ajudas federais, apesar de, no ano passado, ter perdido US$ 14,7 bilhões