segunda-feira, 4 de julho de 2011

Fiat 500 mexicano parte do equivalente a R$ 26.800; Alfa nega volta ao Brasil

O Fiat 500 fabricado no México, mostrado nesta sexta-feira (1) durante o Salão do Automóvel de Guadalajara (Siag), custa no mercado local o equivalente a R$ 26.800 em sua versão de entrada, a Pop. O carrinho vendido hoje no Brasil é importado da Polônia e tem preço inicial sugerido pela fabricante de R$ 59.360 (as concessionárias oferecem descontos). O modelo ainda é o 2010.

Os preços para o México vão até R$ 40.130 na variação topo da gama, a 500c, conversível. Antes dela há a Sport com transmissão manual (R$ 30.760) ou automática (R$ 33.440), e a Lounge (R$ 35.445). Para o Brasil, apenas a carroceria cabrio está descartada. Informações extraoficiais que circulam pela internet dão conta de que todas as demais versões serão importadas, sendo que a de entrada teria opção de câmbio Dualogic. Falta a Fiat confirmar, mas o preço básico do carrinho ficaria em torno de R$ 43 mil.

Não custa lembrar que o 500 chegou ao Brasil há dois anos com status de "carro de imagem", um carimbo em seu passaporte que lhe deu a permissão de custar mais de R$ 60 mil já na versão de entrada. O realinhamento de preços provocado pela futura importação do México, que tem taxa zero de aduana no comércio com nosso país, será uma espécie de relançamento brasileiro do carrinho -- que até hoje não vendeu nem perto do esperado pela Fiat. Colaboram para essa sensação de "recomeço" a estréia no modelo do motor 1.4 EVO bicombustível e do moderno MultiAir, também 1.4 e por ora apenas a gasolina.

O lançamento oficial do "novo" 500 para o Brasil acontece na última semana de agosto, nos Estados Unidos.

ALFA LONGE DO BRASIL
A Alfa Romeo anunciou no Siag a volta de sua operação mexicana, incialmente com três modelos à venda em três lojas nas maiores cidades do país (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey). Os hatches Mito e Giulietta e o sedã 159 (com motores 2.2 e 3.2) serão importados da Europa e têm uma expectativa de vendas de 200 unidades anuais neste país. Na verdade, o México funcionará como porta de entrada para a Alfa nos Estados Unidos, onde vai tentar abocanhar uma fatia do nicho "premium europeu" dominado por BMW e Mercedes-Benz. Os preços traduzidos em reais vão de R$ 52.170 para o Mito a R$ 80 mil para o 159 de propulsor maior.

UOL Carros apurou junto à Fiat do Brasil que a Alfa não voltará ao nosso país a partir dessa reentrada no México. Aqui em Guadalajara um representante local da Fiat disse o mesmo. A Alfa Romeo pertence ao grupo italiano. Na Europa, há um ano, durante o Salão de Paris, constatamos uma dose maior de otimismo na Alfa em relação aos mercados das Américas.

Não há razões oficiais para explicar o que sequer foi oficializado, mas uma olhada nos preços citados acima, que cresceriam substancialmente em nosso país, deixa claro que a briga da Alfa no ringue brasileiro seria sangrenta. Audi, BMW e Mercedes estão anos à frente da marca nesse combate

Mazda retorna ao Brasil em 2013 com dois hatchbacks

A montadora japonesa Mazda voltará a vender carros no Brasil em 2013, levando ao país inicialmente dois modelos, os Mazda2 e 3, respectivamente hatches compacto e médio. Eles serão produzidos na recém-anunciada fábrica mexicana da marca, na cidade de Guanajuato, que demandou um investimento de US$ 500 milhões -- valor festejado por autoridades mexicanas, já que a unidade vai criar cerca de 3.000 empregos.

A Mazda tem uma importante rede de concessionários no México, onde é a oitava marca mais vendida, mas ainda importa seus carros do Japão.

A nova fábrica abastecerá imediatamente os mercados mexicano e sul e centroamericanos, com uma capacidade de produzir 140 mil unidades por ano. Segundo Miguel Barbeyto, diretor de marketing da Mazda no México, estes são os primeiros passos -- o seguinte é servir também aos Estados Unidos. Já que o foco da marca não é volume de vendas, e sim "a satisfação de seus clientes", como afirmou Barbeyto (uma maneira educada de dizer que tamanho não é documento), é de se esperar que a quantidade citada contemple a demanda por um bom tempo.

O Mazda2 que será importado pelo Brasil (do México, sem tarifa aduaneira; é possível que unidades japonesas ou de outras fábricas cheguem antes) é de terceira geração e começou a ser vendido em 2008 (2010 nos EUA). Para o ano-modelo 2012, ganhará pequenas modificações. O carro mede 3,95 metros e traz na dianteira o "sorriso" característico da atual Mazda, mas sua vocação de produto global faz com que, no geral, ele pareça uma mistura de Hyundai com Peugeot. Sob o capô, pode ter propulsor a gasolina de 1,3 ou 1,5 litro.

Já o Mazda3, que entrou em produção há dois anos, tem mais personalidade, com vincos e músculos dando-lhe um ar parrudo e agressivo. Com 4,5 metros, é carro para encarar de frente qualquer hatch médio do mercado brasileiro de hoje. As opções de propulsores nos EUA e Canadá são de 2 e 2,5 litros.

O Mazda3 custa aqui no México o equivalente a R$ 29.260. O Mazda2 ainda não teve seu preço definido -- a bem da verdade, ainda nem foi lançado oficialmente no país, o que explica as unidades "disfarçadas" (com adesivos e adereços esportivos e "jovens") expostas no Salão do Automóvel de Guadalajara (Siag), que abre ao público neste sábado (2).

Fundada em 1920 e com base em Hiroshima, no Japão, a Mazda -- que já pertenceu à Ford -- tem fábricas em países como África do Sul e Colômbia, além de em alguns pontos da Ásia. Por ora, uma unidade brasileira parece ser especulação ou desejo

ranking dos 100 veícuos mais vendidos do Brasil

Ranking de vendas por modelo

Vendas en junho 2011

Class.

Modelo

Unidades

Part (%)

1º

Gol

27.431

9,6

2º

UNO

25.464

8,9

3º

Celta

13.415

4,7

4º

Strada

10.541

3,7

5º

Classic

9.968

3,5

6º

Siena

8.749

3,1

7º

Palio

8.469

3,0

8º

Fiesta hatch

8.323

2,9

9º

VOYAGE

8.098

2,8

10º

Saveiro

6.261

2,2

11º

Sandero

5.988

2,1

12º

Ka

5.450

1,9

13º

Agile

4.914

1,7

14º

Prisma

4.490

1,6

15º

Montana

4.358

1,5

16º

Corolla

4.131

1,4

17º

Ecosport

4.102

1,4

18º

S10

4.044

1,4

19º

C3

3.998

1,4

20º

Logan

3.272

1,1

21º

Peugeot 207

3.170

1,1

22º

Fiesta Sedã

3.123

1,1

23º

I30

3.075

1,1

24º

Punto

3.038

1,1

25º

Cerato

2.832

1,0

26º

Idea

2.524

0,9

27º

Corsa Hatch

2.415

0,8

28º

Kombi

2.230

0,8

29º

Palio Weekend

2.126

0,7

30º

Astra Hatch

2.058

0,7

31º

Focus Hatch

1.934

0,7

32º

Clio Hatch

1.931

0,7

33º

L200

1.858

0,6

34º

Meriva

1.771

0,6

35º

J3

1.765

0,6

36º

Civic

1.645

0,6

37º

Fit

1.624

0,6

38º

Jetta

1.623

0,6

39º

City

1.591

0,6

40º

Corsa Sedã

1.573

0,5

41º

207 Sedã

1.536

0,5

42º

Fiorino

1.516

0,5

43º

Spacefox

1.509

0,5

44º

C3 Aircross

1.508

0,5

45º

Livina

1.472

0,5

46º

Hilux

1.458

0,5

47º

Doblo

1.452

0,5

48º

Soul

1.419

0,5

49º

Vectra

1.417

0,5

50º

Pajero

1.408

0,5

51º

Tucson

1.395

0,5

52º

Linea

1.320

0,5

53º

Azera

1.285

0,4

54º

IX35

1.278

0,4

55º

CR-V

1.237

0,4

56º

J3 Turin

1.205

0,4

57º

Frontier

1.194

0,4

58º

Ranger

1.134

0,4

59º

Chery QQ

1.055

0,4

60º

Bravo

1.005

0,4

61º

Polo Sedan

1.005

0,4

62º

Ducato

1.003

0,3

63º

Mitsubishi/Asx

990

0,3

64º

Tiida

983

0,3

65º

Captiva

923

0,3

66º

Sportage

911

0,3

67º

K2500

886

0,3

68º

HR

859

0,3

69º

Vectra Hatch

840

0,3

70º

Fusion

839

0,3

71º

C4

810

0,3

72º

Sorento

806

0,3

73º

Polo Hatch

806

0,3

74º

Focus Sedã

790

0,3

75º

Sentra

790

0,3

76º

Hafei/Ruiyi

785

0,3

77º

Zafira

767

0,3

78º

Amarok

764

0,3

79º

Peugeot 408

705

0,2

80º

Golf

658

0,2

81º

Santa Fe

602

0,2

82º

Sonata

599

0,2

83º

Megane Grandtour

592

0,2

84º

Tiida Sedã

585

0,2

85º

Symbol

549

0,2

86º

Chery Face

533

0,2

87º

Master

509

0,2

88º

Peugeot 307

503

0,2

89º

Hoggar

503

0,2

90º

C4 Picasso

454

0,2

91º

Hafei/Towner

445

0,2

92º

C4 Pallas

440

0,2

93º

Iveco/Daily

440

0,2

94º

Courier

437

0,2

95º

Parati

429

0,1

96º

Volvo/Xc60

413

0,1

97º

C3 Picasso

395

0,1

98º

Tiguan

381

0,1

99º

Bmw/X1

374

0,1

100º

Suzuki/Gvitara

371

0,1

OUTROS

18.128

6,3

Total

286.777

Fonte: Renavam

Picapes entre os Daz mais

No ranking de vendas de veículos duas picapes chamam a atenção por estar entre as dez mais vendidas, uma é a Fiat Strada que aumento ainda mais suas vendas depois do lançamento da cabine dupla e a outra é a Volkswagen Saveiro que passou por uma remodelação

Toyota e Honda despencam no ranking; mercado pode crescer 8,38%

As marcas japonesas Toyota e Honda sentiram mais uma vez, nas vendas de veículos de junho, os efeitos da catástrofe que atingiu seu país-sede em março. O terremoto seguido de tsunami atrapalha a produção de carros e também de peças, o que se reflete em nova queda nas posições de ambas no ranking de montadoras no Brasil.

Um ano atrás a Honda ocupava a 6ª posição, com fatia de mercado de 3,81% em junho. A rival Toyota estava em oitavo, com 3,14% de participação. No relatório de vendas divulgado nesta segunda-feira (4) pela Fenabrave (federação dos distribuidores), a Honda está em 11º, com 2,13% do mercado, e a Toyota caiu para 10%, com 2,18%.

No acumulado do ano, até o final de junho a Honda está em 7º (3,12%) e a Toyota, em 10º (2,72%). Em 2010, elas fecharam em 6º e 8º lugares, respectivamente.

Parte disso já fora sentida no mês passado, quando o "efeito J" derrubava as vendas de Civic e Corolla, os principais carros de Honda e Toyota, as quais fecharam maio em 10º e 8º lugares, respectivamente. Para o sexto mês do ano, a Honda caiu uma posição, e a Toyota, duas.

Os números referem-se aos emplacamentos de automóveis e comerciais leves (como picapes e SUVs). Veja abaixo a lista dos 15 modelos mais vendidos no Brasil em junho (entre parênteses, o acumulado anual):

1º) Volkswagen Gol -- 27.428 (145.253)
2º) Fiat Mille e Uno -- 25.432 (133.394)
3º) Chevrolet Celta -- 13.414 (72.072)
4º) Chevrolet Corsa Sedan/Classic -- 11.540 (62.012)
5º) Fiat Strada -- 10.542 (58.681)
6º) Fiat Siena -- 8.749 (50.197)
7º) Fiat Palio -- 8.469 (47.500)
8º) Ford Fiesta -- 8.321 (49.353)
9º) Volkswagen Voyage -- 8.098 (40.184)
10º) Volkswagen Saveiro -- 6.259 (35.344)
11º) Renault Sandero -- 5.999 (32.382 )
12º) Ford Ka -- 5.450 (32.431)
13º) Volkswagen Fox/CrossFox -- 5.084 (59.734)
14º) Chevrolet Agile -- 4.913 (35.982)
15º) Chevrolet Prisma -- 4.489 (26.223)

Beneficiaram-se dos contratempos das japonesas marcas como Hyundai, Citroën e Peugeot (6º, 7º e 8º lugares no ranking, respectivamente), mas também sobrou para as grandes: a Fiat, por exemplo, engordou em junho sua fatia para 23,43% (acima de seu acumulado anual) e manteve a liderança entre as fabricantes, enquanto Volkswagen e General Motors brigam pelo segundo lugar com 19,72% e 18,67% de participação (Volks abaixo do acumulado, GM acima).

PREVISÃO AUMENTADA
O mercado em geral viu em junho o emplacamento de 477.929 veículos, número que inclui também motocicletas, caminhões e ônibus. Houve recuo de 4,82% em relação a maio, mas um forte avanço de 15,94% ante os números de um ano atrás. Tomados separadamente, automóveis e comerciais leves chegaram a 286.934 unidades em junho, com recuo de 4,52% em relação ao mês passado e também importante avanço de 15,93% ante o mesmo mês de 2010. O acumulado anual nas vendas de autos e comerciais leves é 9,52% maior que o aferido até junho de 2010.

A previsão da Fenabrave para as vendas totais foi revisada para cima. O total de veículos emplacados pode chegar a 5.764.802 unidades, num crescimento de 8,38% ante 2010, e não mais 5,2%, como previsto em janeiro. Autos e comerciais leves podem bater em 3.525.591 unidades, subindo 5,9%, em vez dos 4,2% projetados anteriormente

Chery Cresce 369% no Brasil

No primeiro semestre do ano passado a Chery já tinha três carros sendo vendidos no Brasil: o Tiggo, o Cielo e o Face. Vendeu no período 1.508 unidades.

Neste ano, em período idêntico, a marca chegou a 7.066 unidades vendidas, o que representa um crescimento de 369%, o melhor desempenho entre as marcas com volume de vendas superior a mil carros/mês.

A marca que cresceu mais do que a Chery este ano foi a também chinesa Jinbei, mas com um volume de venda muito pequeno: apenas 312 carros no semestre. Como no primeiro semestre de 2010 a Jinbei vendeu apenas 39 unidades, o resultado foi um crescimento de 700%.

O míni QQ vendeu 1.802 unidades melhorando considerávelmente as vendas da Chery. O carro foi lançado nos últimos dias de abril e em dois meses vendeu 1.802 unidades. Foi a melhor venda mensal entre os carros da marca.

Dados das vendas dos demais veículos da marca no Brasil; todos tiveram um aumento.

O Face saltou de 215 unidades no primeiro semestre de 2010 para 2.347 neste ano, um aumento de 992%.

O Cielo hatch passou de 130 para 769 unidades - aumento 492%

O Cielo Sedan pasou de 58 para 355 unidades, aumento 512% em relação ao primeiro semestre de 2010.

O Tiggo vendeu menos 997 unidades de janeiro a junho de 2010 e 1.793 este ano mesmo assim ouve um aumento de 80%.


segundo o site http://omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-07-01_2011-07-31.html


Brasil fica na 4° posição mundial no mês de maio

O Brasil ficou atrás apenas dos EUA, China e Alemanha na venda de veículos no mundo, ocupando no mês de maio a quarta posição no ranking mundial com 300.566 unidades vendidas ficando à frente do Japão que ainda sofre com os problemas de produção consequência do terremoto e do maremoto (tsunami).

No acumulado do ano a China é líder, na frente dos EUA, e o Japão fica em 3°, na frente da Alemanha e do Brasil.