sábado, 29 de dezembro de 2007

Vectra hatch ganhará sigla GT, Gran Turismo

Hábil em manter seus produtos na mídia, a General Motors volta a adotar a técnica de divulgação paulatina de informações sobre novos produtos. De início, a marca fez isso com o Chevrolet Prisma, afirmando sempre que seria um carro totalmente novo e não um Celta sedã. Agora, ela faz o mesmo com a pretensa versão hatch do Vectra, nada mais do que a nova geração do Astra na Europa. Aqui no Brasil, a empresa já definiu: o Astra europeu se chamará Vectra GT e chega no segundo semestre deste ano ao mercado.Conforme havíamos antecipado em fevereiro quando a empresa divulgou que tinha tido parte no desenvolvimento do Saturn Astra, isso indicava o lançamento de um novo produto no Brasil. Só não imaginávamos que o carro seria chamado de Vectra hatch, ou GT, como se sabe agora que ele será batizado, ainda que fosse algo mais do que previsível. Em países mais desenvolvidos acontece um fenômeno muito interessante com os automóveis. A cada nova geração eles costumam ganhar corpo, crescendo em entreeixos na mesma medida em que seus primeiros compradores conseguem empregos melhores, começam a ter filhos e precisam de carros com mais espaço interno. É como se eles evoluíssem junto com o consumidor.O Golf, o Passat, o Fiesta, o Corolla e o Civic são exemplos disso, entre outros modelos. O Kadett, por exemplo, era a evolução do Chevette, que se chamava Kadett, na Europa. No Brasil, isso era seguido mais porque os projetos vêm de lá do que por uma necessidade de mercado.Ainda não há, no Brasil, um mercado com volume razoável para carros mais luxuosos, em boa medida por conta da alta carga tributária praticada por aqui. O Vectra europeu seria muito caro para produção nacional, segundo a GM, o que permitiu o nascimento do modelo atualmente à venda, um Astra com entreeixos maior, em termos muito simplistas. Na verdade, o carro utiliza a plataforma da Zafira, que é derivada da do Astra. Tanto é assim que o Vectra nacional foi lançado no Leste Europeu como Astra Sedan, o que mostra que ele é um carro adequado a países emergentes.O sedã derivado do modelo europeu do Astra, mais moderno, custaria muito caro, na Polônia e no Brasil. Só que lá, por conta da proximidade com o mercado da Europa ocidental, foi mantida a identidade do modelo.Para que o Astra europeu pudesse ser lançado no Brasil, ele precisaria levar o nome de um modelo mais luxuoso: Vectra. Não se assuste, portanto, se a próxima geração do Astra for exatamente igual ao novo Corsa europeu .Prova de que o novo Vectra GT é o Astra está nas próprias fotos divulgadas hoje pela empresa, respectivamente as três primeiras da galeria ao lado. Fora a primeira imagem, uma ilustração absolutamente desnecessária, considerando que o carro já existe, as duas fotos seguintes, do emblema GT, mostram parte da lanterna. No material de divulgação do Astra europeu, que leva o emblema da Opel, há um carro da mesma cor, com o mesmo close da lanterna, só que do outro lado. Trata-se da quarta foto da galeria. Leia atentamente o nome que o emblema do carro traz.A chegada no novo hatch, mais do que a tentativa de conquistar consumidores interessados em carros médios mais sofisticados, aponta para a aposentadoria do Astra Sedan, que pode ser suprido pelo Vectra Expression e pelo GT.De qualquer forma, o que o GT pode indicar mesmo é uma estratégia mais ampla. Com a produção do hatch, fica mais fácil para a GM produzir também a versão perua, um produto que ainda não foi lançado no Brasil e que está nas duas últimas fotos da galeria.Se a tendência de retorno das peruas ao mercado se consolidar, como as vendas da Mégane Grand Tour e da Jetta SW devem começar a mostrar em breve, é bem possível que a GM se preocupe em incluir uma perua grande novamente em sua linha. Ainda mais ela, que sempre se orgulhou de ter a linha mais completa do mercado.

Salão de Detroit 2007 ---

O Salão Internacional do Automóvel da América do Norte (Naias, na sigla em inglês) – mais conhecido como Salão de Detroit – está completando 100 anos, mas ao contrário do que se poderia imaginar não comemora em grande estilo. (Ao lado, fotos em preto e branco das edições de 1910 e 1954). A mostra, é verdade, cresceu muito em importância, especialmente nos últimos 19 anos, quando evoluiu de um salão mais focado em produtos americanos para uma profunda internacionalização e freqüentes primazias mundiais. Sua marca registrada eram os espetáculos em que se transformavam as apresentações: impressionantes shows de luzes, sons, efeitos especiais e ate fogos de artifício especiais para ambientes fechados.Como em um passe de mágica a pirotecnia terminou justamente no ano do centenário. Detroit agora está igual aos demais salões internacionais. Apresentações enxutas, executivos lendo textos em teleprompters, iluminação discreta, alguma trilha sonora e ... foco nos carros. Os quase 7.000 jornalistas presentes ao Cobo Hall atribuem a mudança ao momento muito difícil por que passam as chamadas Três Grandes marcas americanas – GM, Ford e Divisão Chrysler da DC – mergulhadas em bilionários prejuízos e pressionadas pelas marcas asiáticas (japonesas e coreanas, por enquanto).O ambiente ficou mais desanuviado quando se conheceram os resultados da promoção de Carro do Ano e Veículo Comercial do Ano da América do Norte anunciados logo depois da abertura oficial da exposição. Um júri de jornalistas americanos de diferentes órgãos apontou o sedã médio Saturn Aura e a picape pesada Chevrolet Silverado como os vencedores de 2007, interrompendo uma serie de bons resultados de marcas japonesas.A única ousadia, nesse primeiro dos três dias reservados a imprensa, foi da Mercedes-Benz. Nada de muito investimento. Metade da área do estande foi transformada numa superfície de patinação imitando gelo. Quatro artistas fizeram algumas evoluções em torno do Classe S 4Matic (tração 4x4) pouco antes da apresentação formal de outras novidades da marca – Vision GL420 Bluetec, um utilitário esporte com motor diesel V8 exibido ainda como carro conceito, da mesma forma que o Classe S conversível batizado provisoriamente de Ocean Drive.Isso não diminui, no entanto, o grande interesse pelo Salão deste ano – nonagésima primeira edição em 100 anos significando interrupções apenas de 1941 a 1952 como conseqüência da II Guerra Mundial. A contabilidade oficial, sempre exagerada, aponta 33 estréias mundiais de veículos de serie e 26 carros conceitos também em estréias mundiais, alem de 11 apresentações regionais para a América do Norte.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Comitê quer redução de pontos cegos

Estados Unidos enfrenta problemas com pontos cegos em SUVs e picapes

Pelo menos quatro crianças morrem, por semana, nos Estados Unidos, por causa de pontos cegos em veículos grandes como SUVs e vans. Para combater esse problema, o Comitê de Comércio e Energia do país formulou um relatório pedindo que autoridades federais reduzam os pontos cegos nesses tipos de veículos. Embora câmeras traseiras para o auxílio na visão do motorista já estejam disponíveis há muito tempo, as montadoras raramente oferecem esse acessório como item de série. O relatório provocou receio no mercado de carros do país por acreditar que o preço das SUVs e das picapes aumentaria caso as câmeras se tornassem obrigatórias. Comprometendo-se com custos e segurança, o departamento de Administração Nacional pela Segurança do Trânsito das Estradas exigirá que as montadoras ampliem o campo de visão traseiros dos veículos, o que pode ser conseguido por meio de mudança nos espelhos retrovisores, pelo aumento do tamanho das janelas, por sensores traseiros e outras intervenções consideradas baratas

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Renault planeja carro barato

Renault planeja carro barato Carlos Ghosn, presidente do grupo Renault-Nissan, afirmou que modelo é estudadoFoi num português bem carregado de sotaque estrangeiro que o presidente mundial do grupo Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, fez nesta quarta-feira (19/12) um balanço de 2007 e admitiu que a Renault pode ter, sim, um carro de “ultra low coast” (baixíssimo custo) no Brasil em breve.Depois de falar muito sobre os lançamentos da Renault e da Nissan, traçar panoramas do mercados nacional e mundial e responder até mesmo a perguntas sobre o impacto da revogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) nas atividades das montadoras que preside, Ghosn chegou ao ponto derradeiro: a Renault terá um carro compacto de baixo custo no Brasil como o projetado para a Índia?“O veículo que produziremos na Índia é um carro de ‘ultra low coast’, com preço em torno de US$ 2 500 (cerca de R$ 4 500). Já fechamos uma parceria com a Bajaj (fabricante indiana de motocicletas e triciclos) porque o carro tem de ser feito na Índia por indianos para termos esse custo. Se você quer vendê-lo em outros mercados, tem de adaptar o carro e o custo certamente seria maior. Mercados como o do Brasil seriam naturais. Com as adaptações necessárias, será possível que esse carro seja vendido no Brasil", afirmou o executivo.A revelação não contradiz o discurso da Renault no país. Com participação de mercado de apenas 3%, a empresa planeja crescer 10% em 2008. A estimativa, porém, fica abaixo dos 17% de evolução do mercado previstos pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). “Cresceremos acima do mercado”, explicou Carlos Ghosn quando questionado sobre a confusão aritmética.FuturoAs projeções da Renault incluem carros elétricos em primeiro plano. “Para nós, o futuro é de carros elétricos”, destacou Ghosn. “Carro urbano não é só nicho. Eles representam 20% do mercado mundial. Esse é o papel do carro elétrico primeiro em países mais desenvolvidos e, em seguida, nos que estão em desenvolvimento”, disse.“Teremos também diversas novas tecnologias, como injeção direta de combustível e motores com turbo (para melhorar a eficiência da queima do combustível). Tudo será feito de acordo com as necessidades de cada mercado”, falou Ghosn.NissanO tema principal do balanço feito pelo executivo foi a Renault. Não é de se estranhar, já que a Nissan não tem lá muito o que comemorar no Brasil. “O mercado brasileiro é o único no qual a Nissan ainda tem prejuízo. Estamos fazendo de tudo para modificar esse panorama”, declarou o executivo. Quando perguntado sobre a introdução de novos carros da marca no país – sabe-se que a picape Frontier, atualmente importada da Tailândia, será montada em São José dos Pinhais, PR, a partir de 2009 –, porém, Ghosn despistou os jornalistas. Com sotaque gringo, mas boa dose de ginga brasileira.

Compare programas e descubra se vale migrar para o software livre

CAIO TERRERAN e LILIAN FERREIRA Do UOL Tecnologia

Poucos assuntos dominaram tanto a tecnologia em 2007 quanto a crescente adoção do software livre no mundo. No Brasil, instituições como o Tribunal Superior Eleitoral, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal usam sistemas operacionais e softwares livres. O governo investe internamente na migração e também incentiva usuários comuns a fazer o mesmo em seus computadores pessoais.A tendência não é exclusiva do Brasil. No mundo, a Comunidade Européia e os Estados Unidos também recomendam o uso do software livre. Gigantes como HP e IBM investem no desenvolvimento desses programas. A Microsoft, por exemplo, reage ao anunciar a venda do Windows a U$ 3 para projetos educacionais em países subdesenvolvidos.

Para aproximar você dessa onda, o UOL Tecnologia realizou um comparativo entre os programas proprietários mais comuns e seus similares livres. Quer trocar todo o software do PC? Tem um PC que já veio com Windows instalado e prefere não arriscar? Que tal, então, usar apenas softwares livres em vez de "apelar" para a pirataria? Conheça, aqui, programas que podem surpreender você (navegue pelas comparações ao lado).Por que mudar? A primeira questão favorável aos softwares livres é o custo. Em geral, eles são gratuitos. Com isso, tanto usuários comuns quanto grandes instituições economizam ao não comprarem programas.
O Metrô de São Paulo, por exemplo, deixou de gastar mais de US$ 990 mil com licenças e softs desde 2001. Há, ainda, uma questão ideológica —os softwares livres pregam a liberdade de cópia, reprogramação e distribuição. Profissionais de todo o mundo trabalham para adicionar novas funções e aperfeiçoá-los. Assim, o governo pode adaptar os softwares para seu uso e ainda estimular o desenvolvimento da tecnologia nacional. Uso doméstico A ampliação do uso do software livre também diminui a pirataria. Você pode ter, de graça, programas com as funções que usa atualmente, sem cometer nenhum crime. Outro diferencial: poucas pessoas utilizam todas as ferramentas que um software proprietário oferece, muitas vezes limitando-se àquelas que também estão disponíveis no software livre. E o melhor, a grande maioria tem versões para plataformas como Windows, Linux e Mac. Entre as atitudes do Brasil para incentivar o uso de software livre entre usuários comuns está a dedução de impostos sobre computadores com sistema operacional Linux. No programa "Computador para Todos", 26 softwares livres auxiliam na popularização do PC. O usuário, entretanto, ainda não aprovou a idéia. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), 73% dos compradores do PC com Linux do governo pretendem substituir o sistema por Windows. A grande maioria acaba optando por uma cópia pirata.

Software livre, freeware, shareware, copyleft: entenda as licenças de software

Software Livre: qualquer programa que tem a liberdade de ser usado, copiado, modificado e redistribuído. Opõe-se ao conceito de software proprietário. Pode ser vendido ou disponibilizado gratuitamente. Um caso é o da Red Hat que comercializa o Red Hat Enterprise Linux. A possibilidade de modificações implica na abertura de seu código fonte. A maioria dos softwares livres é licenciada como GNU GPL ou BSD.GPL: a Licença Pública Geral GNU acompanha os pacotes distribuídos pelo Projeto GNU (General Public License). É a mais utilizada, sendo adotada pelo Linux. Ela impede que o software seja integrado em um software proprietário e garante os direitos autorais. Não permite que as liberdades originais sejam limitadas, nem que sejam impostas restrições que impeçam a distribuição da mesma forma que foram adquiridos.

BSD: a licença BSD foi inicialmente utilizada nos softwares da Berkeley Software Distribution. Ela impõe poucas restrições sobre as formas de uso, alterações e redistribuição do software e, por isso, é chamada de copycenter. O programa pode ser vendido e não precisa incluir o código fonte.Software em Domínio Público: o autor do software relega a propriedade do programa e este se torna bem comum, ou seja, não possui copyright. Entretanto, o autor pode restringir que modificações sejam feitas. Copyleft: licença que retira barreiras à utilização, difusão e modificação do software, mas impedem a utilização não-autorizada. Ele requer que as alterações sejam livres, passando adiante a liberdade de copiá-lo e modificá-lo novamente. Software proprietário: é aquele cuja cópia, redistribuição ou modificação são proibidos pelo autor em determinado grau. É necessário solicitar permissão ou pagar para utilizar. Pode ser freeware, shareware, trial ou demo.Freeware: software proprietário que é disponibilizado gratuitamente, mas não pode ser modificados.Shareware: é o software disponibilizado gratuitamente por um período de tempo ou com algumas funções abertas, mas que implica no posterior pagamento pela sua licença. Trial: versão de teste de vários softwares. É disponibilizada algumas funções, geralmente por 30 dias, para que o usuário experimente o programa para saber se ele atende às suas necessidades.Demo: versão de demonstração, semelhante ao Trial. É possível usar o programa por um tempo ou com apenas algumas funções disponíveis.Software Comercial: é o software desenvolvido com o objetivo de lucrar.Open Source: o software de código aberto é aquele que disponibiliza seu código fonte e restringe-se aos termos técnicos da questão. Pode ser livre, ou proprietário. Algumas empresas como IBM, HP, Intel e Nokia investem em software de código aberto

Firefox enfrenta domínio do Internet Explorer no segmento dos browsers

O primeiro programa que vem à cabeça quando falamos de software livre é o Firefox. Após anos de domínio absoluto do navegador da Microsoft, a raposinha da Mozilla ameaça a toda poderosa. A maioria dos internautas usa o Internet Explorer—segundo a Net Applications, o browser detinha 77,35% do mercado em novembro. Por vir integrado ao Windows e ter apresentado inovações que derrubaram o Netscape no início dos anos 90, ele tornou-se o navegador de Internet padrão da maioria dos usuários.

Mas, por que agora vemos tanto bafafá sobre o Firefox e outros navegadores? A primeira e mais simples resposta é a de que o IE parou no tempo. Enquanto os demais programas da categoria foram evoluindo e desenvolvendo funcionalidades, ele ficou preso no mesmo formato e com os mesmos recursos. A versão 7 do browser foi lançada em 2006 —um hiato de seis anos desde a versão anterior, de 2001. Além disso, vivemos o grande movimento dos softwares livres o que faz com que mais gente experimente e conheça o programa.VantagensA navegação por abas ficou tão popularizada que a Microsoft incluiu a função na versão 7 do IE. O Firefox traz ainda extensões que são desenvolvidas por diversos programadores —mais um ponto para o software livre de código aberto. Com mais gente tendo acesso, mais adicionais são feitos. É possível baixar add-ons para as mais variadas funções como gravar vídeos da Internet, baixar torrent, bloquear anúncios ou ver a cotação da bolsa de valores.O navegador é também mais seguro, por não ser foco dos hackers, e mais rápido. A versão Gran Paradiso traz a tecnologia Gecko 1.9, para exibir as páginas mais rapidamente, e bloqueia sites maliciosos. Outro ponto positivo do navegador, é que ele traz tudo na janela do navegador, RSS, buscas e downloads.DesvantagensPraticamente todos os sites são desenhados para o IE, por ser o navegador mais usado. Assim, algumas páginas podem ficar "bagunçadas", com linhas quebradas, por exemplo. Apesar de ser mais fácil instalar plug-ins como Java ou Flash, muitos sites que usam estes recursos também podem apresentar problema. A boa notícia é que cada vez mais o design é feito para uma melhor usabilidade, independente do navegador e, com isso, as páginas estão se adequando aos demais programas. Outra desvantagem do Firefox é que até a versão 3, ele ocupava muita memória RAM para rodar
Internet explorer
Mozilla Firefox


O IE7 trouxe as abas que facilitam a navegação, além de busca e RSS integrados à janela. Mas ainda não possui busca dentro da página na mesma janela, nem gerenciador de downloads. Possui recursos para exibir o conteúdo das guias em miniaturas
Navegabilidade
Traz vários recursos integrados à janela do browser o que permite uma maior personalização. Tem abas, busca na página e em sites, RSS e gerenciador de downloads. É possível ainda configurar botões e favoritos para os sites que você mais visita
O IE 7 demora, em média, 3,2 segundos para carregar um site pela primeira vez. Quando o site já está em cache, ele leva cerca de 1,6 s*
Rapidez
O Firefox 2 leva, em média, 3,5 segundos para abrir uma nova página. Quando ela já foi armazenada anteriormente, o tempo cai para 1,6 s*
Em 2007, a empresa de segurança Secunia encontrou 38 vulnerabilidades no IE. O programa é foco dos hackers por ser o mais utilizado
Segurança
Possui um número inferior de falhas e de ataques. Em 2007, foram encontradas 18 vulnerabilidades no navegador
A maioria dos sites é desenhada para se adequar ao programa. Ele conta também com boa integração com tecnologias como Java, CSS e Flash
Compatibilidade
Alguns sites apresentam problemas no layout, por serem desenhados para o IE. Além disso, pode apresentar demora para carregar Java e Flash
A promessa sempre é de maior estabilidade, mas atire a primeira pedra quem nunca teve o IE travado. Pelo menos agora, é possível recuperar os sites que estavam abertos nas abas
Estabilidade
Bem mais estável que o concorrente, é difícil de apresentar instabilidades. O bom é que quando isso acontece você pode recuperar as janelas fechadas. Conta também com histórico de abas
O IE7 ocupa 46KB de memória para carregar a home do UOL
Consumo de memória
O Firefox Gran Paradiso consome 42,5 KB de memória para carregar a página do UOL
O browser tem bloqueador de pop-up e de phishings e na versão 7, disponibiliza add-on que podem ser baixados no site http://ieaddons.com
Recursos adicionais
Foi criado para trabalhar lado a lado com extensões. É possível baixar skins, para mudar a cara do programa, e milhares de add-nos no site: https://addons.mozilla.org

Microsoft Office x BrOffice: duelo no escritório

É praticamente impossível viver sem um pacote de aplicativos para escritório no computador. No início, o PC era usado basicamente para substituir as máquinas de escrever e os videogames. Assim, os programas de edição de texto tornaram-se populares com facilidade. Com eles, geralmente, vêm planilha eletrônica e gerenciador de apresentações (que deram adeus às transparências).

E quando se fala de pacote para escritório, fala-se em Microsoft Office, certo? Mais ou menos. Hoje, muitos usuários optam pelo software livre BrOffice. Ele traz o Writer, processador de texto; o Impress, apresentação de slides; o Calc, planilha eletrônica; o Draw, programa de ilustrações, o Math, editor de fórmulas e o Base, banco de dados.VantagensO BrOffice faz praticamente tudo que os programas da Microsoft fazem e é gratuito. O Writter aceita figuras e áudio embutido, referências, sumários, colunas e tabelas. Já o Calc trabalha com fórmulas avançadas, filtros de dados, tabelas dinâmicas e gráficos. Ele ainda disponibiliza sistema de ajuda. O Impress aceita efeitos, animações e transições entre os slides e exporta em Flash (SWF).Todos são documentos de um mesmo programa, o que torna mais fácil abrir novos ou vários tipos de arquivo. Aceita os formatos da Microsoft como DOC, XML e também o padrão ODF (Open Document Format), que geralmente deixa os arquivos mais leves. Ele também exporta para PDF.DesvantagensO programa demora para carregar, mas ao abrir um documento (Writer ou Calc, por exemplo), os demais abrem mais rapidamente pois todos ficam sob uma mesma janela. Ele vem com programa de ilustração, mas não tem cliente de e-mail, editor de páginas HTML (apesar do Writter também poder editar nesta linguagem), publicador de calendários e agenda. Outro problema é que tabelas e textos perdem a formatação quando colados no programa.

Quem precisa do Photoshop na hora de editar imagens?

Você já deve ter ouvido falar do popular editor de imagens Photoshop. Talvez, e muito provavelmente, você nem saiba aproveitar todos os seus recursos, já que o programa da Adobe traz os recursos mais avançados do setor.Se você quer um soft para melhorar e editar suas fotos e aplicar alguns recursos como filtros e efeitos, você não precisa de um programa como o Photoshop. Ele só é indicado para edições muito avançadas como as usadas em revistas, filmes e publicidade. E cada vez mais é possível fazer edições sofisticadas com programas gratuitos.

Em vez de usar uma cópia pirata do programa, que tal migrar para um soft que atenda às suas necessidades e não custe nada? O Gimp (GNU Image Manipulation Program) é um software livre para manipular imagens.

Vantagens
Muito parecido com o Photoshop, o Gimp trabalha com camadas, efeitos, histórico e estilos. Você usa os mesmos recursos e ferramentas do programa da Adobe para fazer suas tarefas cotidianas. Ele, inclusive, segue as mesmas teclas de atalho (com algumas exceções). É possível criar um arquivo novo com texturas, cortar, rotacionar, ajustar cor e contraste, desfocar, retirar ruídos e transformar a imagem. Ele possui ainda opções que não existem no Photoshop como ajustar a pressão do pincel (com opções para esvanecer, espalhar e degradê) e transformação em perspectiva. E o principal: é gratuito.DesvantagensApesar de possuir quase todos os recursos do Photoshop, o programa ainda não oferece a mesma quantidade de efeitos e filtros, como layer de ajustes e máscara. Além disso, a compressão de arquivos para salvamento não é tão boa o que gera imagens um pouco mais pixeladas ou com menos qualidade. Muitas das suas funções são adicionadas por meio de scripts que também podem ser personalizados. Você deve procurá-los no próprio site do Gimp ou em outros sites da Internet.Um desses plug-ins corrige uma freqüente queixa dos usuários: a interface pouco familiar do programa. Para deixar o Gimp com a cara do Photoshop, existe o GimpShop, que tenta reproduzir a estrutura de menus do programa.


GIMP Peter Mattis and Spencer Kimball
PHOTOSHOP Adobe


A qualidade da imagem é o grande diferencial do programa: possui um sistema de compressão de imagens muito rico
Qualidade da imagem
A paleta de cores é menor que a do Photoshop e não possui sistema de compressão tão bom, mas as diferenças só aparecem em arquivos muito leves ou com muitos detalhes


Possui toda uma gama de botões e ferramentas facilmente acessíveis pela janela ou teclas de atalho. Tem ainda a opção ACTION, onde você grava ações que repete muitas vezes para serem feitas automaticamente. Entretanto, para usar todos os seus recursos plenamente exige tempo e dedicação para aprender
Facilidade
Possui toda uma gama de botões e ferramentas facilmente acessíveis pela janela ou teclas de atalho. Tem ainda a opção ACTION, onde você grava ações que repete muitas vezes para serem feitas automaticamente. Entretanto, para usar todos os seus recursos plenamente exige tempo e dedicação para aprender

O novo Photoshop CS3 trouxe ferramentas para aprimorar os recursos básicos. Agora, por exemplo, há uma nova ferramenta de seleção que marca mais facilmente os objetos. Além disso, tem tudo o que você precisa para editar fotos
Recursos básicos
Trabalha apenas com simulação de vetor, em arquivos Bitmap. Além disso, não possui a mesma quantidade de filtros e efeitos do Photoshop

Barras de ferramentas inteligentes e integradas à janela principal. Elas podem ser comprimidas em um canto, acessadas por teclas de atalho ou desaparecer totalmente da tela permitindo uma visualização total da imagem
Interface
Mais pobre do que a do Photoshop, com janelas independentes com os recursos e ferramentas. É bom porque se uma janela trava, você não precisa fechar todas. Tem ainda plug-in para ficar com a aparência do Photoshop

O Photoshop possui vários plug-ins que adicionam funcionalidades e também aceita ferramentas desenvolvidas por terceiros, como filtros e pincéis
Plug-ins
Por ser de código livre, recebe constantemente scripts como opção de salvar para Web, estilos de camadas, gradientes e conversão em bloco

Exporta para muitos formatos entre eles os proprietários, que são pagos. Suporta padrão CMYK e RGB (sistema de cores para impressão e para tela, respectivamente)
Formatos e padrões
Aceita os principais formatos como BMP, TIF, JPG e GIF. Suporta ainda a extensão do Photoshop PSD. Necessita de plug-ins para trabalhar com cores CMYK (sistema para impresso)

Pidgin é um comunicador que vale por muitos

Apesar de muito popular entre os internautas brasileiros—são mais de 30,5 milhões que o usam, segundo a Microsoft— o Windows Live Messenger (antigo MSN) tem características questionáveis. Mensagens que falham antes de chegar ao destinatário e a necessidade de se manter a janela aberta durante o recebimento de um arquivo são algumas delas. Para quem se incomoda com certas particularidades do programa, o Pidgin é uma opção. Ele tem funções úteis ao usuário mesmo sem a adição de aplicativos. A principal delas é a capacidade de agregar diferentes protocolos sobre uma mesma plataforma. Existem versões para Linux e pendrive, além de Windows.

Isso permite a utilização simultânea e na mesma interface de contas Windows Live Messenger, Yahoo! Messenger, AIM e ICQ, entre outras.Vantagens Ao juntar diferentes logins na mesma interface, o Pidgin permite que o status seja ajustado de forma independente, ou seja: você pode estar "ausente" na sua conta do ICQ, mas "online" na do AIM e "ocupado" na do Windows Live Messenger.A transferência de arquivos também não requisita que a janela do Pidgin fique aberta. Basta o download começar para que você feche, sem problema algum, a conversa (aberta em abas). Fontes em corres insólitas ou tamanhos exagerados podem ser barradas. Se os seus contatos não primam pelas fontes utilizadas, escolha visualizar as conversas no estilo mais agradável ao seu olhar. Em dúvida se aquele ex-colega de trabalho te excluiu do comunicador? O Pidgin dá uma de dedo-duro e mostra, com um símbolo no ícone da pessoa, se ela fez isso ou não. Fica a seu critério realizar o mesmo. Desvantagens Talvez o Pidgin desagrade aos usuários que gostam de uma utilização mais "divertida" do comunicador instantâneo. Winks não rolam no Pidgin, que exibe emoticons animados, mas não consegue salvá-los. Ao contrário do MSN, ele não suporta o uso de webcam, chamadas de áudio ou desenhos executados na janela de conversa.


WINDOWS LIVE MESSENGERMicrosoft
PIDGINRob Flynn

Em termos, mas apenas na versão 9.0 beta e só com contas Yahoo! Messenger
Uso de múltiplas contas
Sim, de várias. Do MSN ao ICQ, passando pelo Yahoo! Messenger e IRC
Não, quem fica em dúvida ainda deve recorrer a um dicionário
Correção ortográfica
Sim, em diversas línguas. De português e francês a grego e espanhol
Sim, com vídeo e áudio ou somente áudio
Chamadas audiovisuais
Não tem
Visualiza emoticons e winks dos mais variados tipos
Emoticons e winks
Visualiza emoticons. Winks, não
O programa vem com poucos plug-ins, mas você pode adicionar mais funcionalidades baixando aplicativos de terceiros, como o Messenger Plus! Live
Instalação de plug-ins
Sim, de vários. Do Buddy Notes (permite a redação de notas sobre os contatos, para você armazenar informações a respeito deles) ao Autoaccept (para aceitação de downloads sem autorização prévia)

Songbird une música e browser na mesma interface

Presente em milhões de desktops, notebooks e até em celulares, o Windows Media Player já vem instalado no Windows e costuma ser o primeiro tocador multimídia de quem quer ouvir música no computador. Por comodismo ou desconhecimento, o software da Microsoft acaba tomando o lugar de programas alternativos e que têm funções inéditas entre esse tipo de programa.Um exemplo de software promissor, mas desconhecido por muitos, é o Songbird. Baseado em código-fonte da Fundação Mozilla (a mesma do browser Firefox e do e-mail Thunderbird), ele é uma jukebox digital que reúne funções atualizadas de navegador Web e permite que aplicativos sejam adicionados para melhorá-lo

Vantagens
O Songbird traz uma interface limpa e intuitiva que facilita a navegação na Internet. O software concentra o acesso às suas funções numa coluna localizada à esquerda e lembra o Apple iTunes na disposição dos comandos. O usuário pode digitar títulos de faixas numa caixa de busca, acessar o site e baixar tudo diretamente pelo Songbird, sem a necessidade de abrir mais uma janela. O programa usa o buscador Skreemr para localizar músicas gratuitas na Web.
Outras procuras podem ser feitas por sites como Google, Yahoo! e Wikipedia.DesvantagensEstá certo que concentrar acesso à Web e player musical numa mesma interface é um diferencial. Só que o fato de espremer a janela do browser em meio a sua interface, impede o Songbird de protagonizar o papel de navegador. Na versão testada pelo UOL Tecnologia, a navegação por abas foi incluída. Antes, ela não existia.


PLAYERS DE ÁUDIO
WINDOWS MEDIA PLAYERMicrosoft
SONGBIRDPioneers of the Inevitable LLC


Permite visualização por artista, álbum, músicas, gênero, ano de produção, avaliação e recém-adicionados. Não permite tantas customizações na organização das informações. Mostra as capas dos álbuns
Biblioteca
Permite visualização por artista, álbum, músicas, duração das faixas, gênero, ano de produção e outras —tudo disposto de forma organizada e altamente customizável. Não mostra as capas dos álbuns
Basta solicitar a criação da lista, selecionar as faixas e arrastar até a área designada, à direita
Criação de playlists
A partir da biblioteca, basta clicar com o botão direito do mouse sobre uma faixa, que será a primeira da playlist. Após nomear a seleção, é só arrastar as faixas até o ícone criado no menu à esquerda
Possui equalizador gráfico, daqueles em que as chaves vão sendo levantadas para regular a afinação do som. Tem, ainda, nivelador de volume para as faixas da biblioteca
Equalização de som
Não tem
Reproduz as extensões MP3, WMA e MIDI, entre outras
Formatos suportados
Suporta os formatos MP3, WMA, AAC e OGG, entre outros

VLC descomplica exibição de vídeos no computador

A popularização da Internet banda-larga no Brasil —de julho a setembro de 2007 foram 7,1 milhões de acessos, segundo a consultoria IDC— impulsiona o hábito de se baixar vídeos. Com mais velocidade na conexão, discos rígidos espaçosos e gravadores de DVD, o usuário quer mais do que só arquivos de áudio no PC.
Mas, antes de sair queimando mídias com os vídeos garimpados, é bom ver o que eles contêm. É aí que entram os players multimídia —e neste quesito, mais uma vez, o onipresente Windows Media Player se sobressai.
O problema é que nem todos os codecs de vídeos requisitados pelos arquivos baixados estão disponíveis no PC. Logo, não é qualquer vídeo que será lido pelo software da Microsoft.

Com o tocador VideoLan Client, o UOL Tecnologia constatou que essa dificuldade é minimizada. Ele não exige a instalação de codecs adicionais para assistir a filmes baixados da Internet.
O VLC é bem sortido neste quesito e abre praticamente todos os tipos de arquivos. O software ainda dá uma mãozinha para os apressados que querem ver o que baixam no torrent ou P2P ("peer-to-peer", ou par-a-par, tecnologia de troca de arquivos entre computadores) antes que o download esteja completo. VantagensAlém de ler múltiplos formatos, o VLC exibe filmes em AVI mesmo que estejam corrompidos. Imagine que você encontrou vários episódios do seu seriado favorito na Web e começou a baixá-los. Porém, no meio do processo, ficou em dúvida se os episódios se tratam mesmo daquela temporada que você queria. Com o VLC é possível visualizá-los antes de terminar o download, em esquema de preview. DesvantagensCom visual simples, a interface do VLC pode decepcionar usuários acostumados com outros tocadores multimídia, como o próprio Windows Media Player 11. Isso pode ser mudado com skins disponíveis na Internet.



WINDOWS MEDIA PLAYERMicrosoft
VLCVideoLAN


Bonita e com visual mais arrojado. Permite customizar cores
Interface
Apesar de eficiente, tem visual muito simples e não permite customização
Possibilita o ajuste de taxas de brilho, contraste, cores e saturação
Ajuste de imagem
Possibilita o ajuste de tonalidade, brilho, contraste, saturação e gama. Mas o controle não é facilmente acessível para o usuário
Possibilita o ajuste de acordo com o equipamento utilizado para visualização. Mas o comando fica escondido na guia de Opções de Ferramentas
Aspect Ratio
Possibilita o ajuste de proporção em 16:10, 16:9, 1:1, 221:100, 4:3, 5:4. Basta clicar com o botão esquerdo do mouse sobre a imagem
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sábado, 15 de dezembro de 2007

história --> fusca pela webmotors






O Fusca protagonizou um dos episódios mais fascinantes da história da indústria automobilística mundial. Afinal, seu recorde de 21.529.464 unidades produzidas provavelmente jamais será batido, se considerarmos que o carro, ao longo de 58 anos de fabricação, permaneceu fiel ao conceito e desenho originais.Entre os modelos que mais se aproximam desse desempenho estão o Golf e o Corolla. Ambos, é verdade, superaram a marca do Fusca. Porém são automóveis que, ao longo do tempo, tornaram-se bastante diferentes dos originais.Especialmente o japonês, que trocou a tração traseira pela dianteira e hoje não tem um único traço que o ligue ao primeiro modelo, lançado no Salão de Tóquio de 1966. O Golf mantém uma de suas marcas registradas - o desenho peculiar das colunas traseiras. Como chegou ao mercado oito anos depois do Corolla, sua produção média anual é superior à do rival nipônico, considerando ainda os sedãs, cupês e stations que fazem parte da linha com outro nome.O marco zero do Fusca ainda suscita algumas dúvidas. Depende da importância que cada um atribui a cada fase da história do modelo. Em outubro de 1939, o carro definitivo estava pronto para sair em cadência normal das linhas de montagem, em Wolfsburg, quando a II Guerra Mundial eclodiu um mês antes. A produção só foi retomada no segundo semestre de 1945, com 500 utilitários Kübelwagen e apenas 52 sedãs, numa fábrica parcialmente em ruínas ao final guerra. A cronologia, de fato, começa em 1931 e teve várias etapas importantes. Foi naquele ano que o doutor (hoje chamaríamos de Ph. D.) engenheiro honoris causa e austríaco de origem tcheca Ferdinand Porsche propôs um automóvel barato, capaz de motorizar o povo alemão com subsídios do governo para fabricantes e compradores.Portanto, é uma falácia dizer que o ditador Adolf Hitler foi o pai da idéia, embora seu apoio tenha sido fundamental. Porsche sofreu percalços para atrair interessados pelo carro. O editor da revista Fusca & Cia, Roberto Marks, um dos maiores especialistas do país no tema, montou uma linha do tempo fascinante, após muitas pesquisas."Em 1933, os três primeiros protótipos ficaram prontos. Muitos consideram este ano o início de tudo. A NSU os testou, aprovou, mas não colocou o carro em produção. O projeto foi defendido, então, junto ao Ministério dos Transportes, em 1934. Em abril de 1935, Hitler anunciou, no Salão de Berlim, a decisão de produzir o Carro do Povo (Volkswagen, em alemão). Em princípio, a RDA, sigla correspondente à associação alemã de fabricantes de veículos, na época, mostrou interesse.Porsche apresentou, em 1936, dois protótipos evoluídos - um sedã e um cabriolet - à assembléia da RDA. Os testes se iniciaram de imediato. As 30 primeiras unidades de pré-serie foram montadas em 1937, a cargo da Daimler-Benz, e financiadas pela associação. Esse pode ser outro bom marco.Em seguida, Hitler encampou o projeto ao seu modo: rompeu o acordo prévio com a RDA, ainda em 1937, e estatizou tudo. No ano seguinte, incumbiu a Frente de Trabalho Alemã de construir a fábrica e produzir o Volkswagen", explica Marks.Setenta anos depois dos primeiros carros de pré-serie ficarem prontos, o Besouro, ou Fusca, ou outros apelidos carinhosos em várias línguas continua sendo reverenciado em todo o mundo. Até as últimas unidades terem deixado a linha de montagem de Puebla, no México, em 30 de julho de 2003, ele deu demonstrações de popularidade nunca vistas. Além de ser a primeira escolha de milhões de motoristas, em dezenas de países, comprovou que sua versatilidade podia dar asas à imaginação de seus fãs, não importa onde estivessem. Só no Brasil, primeiro país a fabricar o carro fora da Alemanha, a partir de 1959, foram produzidas 3.367.390 unidades (16% do total fabricado no mundo), inclusive para exportação.Ao navegar pela internet, sempre se encontram vários trabalhos artísticos e aplicações práticas - de bom e de mau gosto - que apresentam a silhueta inconfundível como protagonista principal ou mesmo de fundo. Divirta-se com a criatividade sem limites dos maníacos por Fusca.

Fifa confirma Corinthians como 1º campeão do mundo e frustra Palmeiras

A Fifa acabou neste sábado com as pretensões do Palmeiras de ser reconhecido pela entidade como campeão do mundo. Em reunião do Comitê Executivo em Tóquio, no Japão, o presidente Joseph Blatter reafirmou que o primeiro campeonato mundial aconteceu em 2000, no Brasil. O Corinthians foi o campeão.
"O comitê executivo tomou neste sábado a decisão e é definitiva. O campeão do primeiro Mundial de Clubes é o Corinthians", declarou o suíço Joseph Blatter, que está no Japão para acompanhar a final da quarta edição do Mundial, neste domingo, entre os argentinos do Boca Juniors e os italianos do Milan.
O veredicto dado por Blatter põe fim ao sonho dos palmeirenses de ver a Copa Rio de 1951, conquistada pelo clube, ser reconhecida como um Mundial. Dirigentes do clube paulista chegaram a comemorar como certa este ano uma decisão administrativa.
Mais tarde, a Fifa anunciou oficialmente que nada estava definido e que caberia ao Comitê Executivo atestar como verdade o parecer dado pelo departamento de pesquisas da entidade. Outros campeões da Copa Rio, como o Fluminense, também tentaram entrar com um recurso, mas não obtiveram sucesso.
Agora, com o Corinthians definitivamente considerado o primeiro campeão do mundo pela Fifa, em 2000, os títulos intercontinentais de Santos, São Paulo, Flamengo e Grêmio também não são considerados mundiais.
Até o momento, quatro edições do Mundial de Clubes foram realizadas sob a chancela da Fifa. Em 2000, o Corinthians venceu o Vasco na decisão. Já em 2005, o São Paulo bateu o Liverpool. No ano passado, o Internacional passou pelo Barcelona. E este ano Milan e Boca Juniors fazem a grande final.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

pegue leve na viagem

carro

A gente sente mais sede dentro do carro, por causa do ar condicionado ou do vento. O perigo número 1 é abusar do refrigerante. Vá de água, suco light e água-de-coco. Outro problema é confundir sede com fome, por isso capriche na hidratação. Leve lanches ricos em proteínas e gorduras do bem, que conferem saciedade por mais tempo e não atrapalham a digestão, assim como o carboidrato necessário para agüentar a viagem. Boas opções são sanduíche de peito de frango com pão integral, snacks de soja, maçã, cookies integrais, castanha-do-pará, frutas desidratadas, palitinhos integrais, biscoitos assados (não fritos!), sucos à base de extrato de soja. Não esqueça de que alguns itens precisam de refrigeração. Uma bolsa térmica resolve o problema.

paradas na estrada

As lanchonetes são um festival de comidas calóricas e gordurosas (difíceis de digerir), sem falar do baixo valor nutricional. Evite salgados prontos e refrigerante. Melhores opções: iogurte light, sucos light de lata ou caixinha e, dependendo da fome, um misto-quente ou bauru no pão francês (sem miolo). Se a viagem for curta, faça uma boa refeição antes de sair de casa. No café-da-manhã, por exemplo, inclua pão integral ou granola, geléia, frios magros, frutas ou sucos, mel.

ônibus

Procure se alimentar bem antes de embarcar para não ter que usar o kit oferecido no ônibus – suco com açúcar, batata frita, bala, bolinho. São alimentos de baixa qualidade nutricional e fontes de muita caloria. Novamente, o ideal é levar de casa opções como sanduíche de pão integral com chester ou peito de peru, biscoitos integrais, frutas desidratadas e dois tipos de fruta fresca (maçã, pêra, goiaba, ameixa). Como o ambiente é seco por causa do ar condicionado, não descuide da hidratação. Água e água-de-coco são boas escolhas.

aeroporto

Como hoje, infelizmente, a espera neles pode ser longa, fique atenta. Se não quiser acabar matando a fome com pão de queijo, é melhor se precaver antes de chegar ao aeroporto ou procurar opções de sanduíches naturais, de atum ou frios magros como peito de peru ou blanquet com alface e tomate. E tenha sempre na bolsa barrinhas de cereais, snacks de soja, castanhas, frutas secas, uma maçã ou biscoitos integrais que são comidinhas de baixa caloria, que vão mantê-la satisfeita até a hora do embarque.

avião

As companhias aéreas já servem menores quantidades do que estamos habituados, pois a digestão fica prejudicada devido à pressurização da aeronave. Muitas empresas oferecem pratos sem açúcar, sem lactose, de baixa caloria e vegetarianos. Os dois últimos são facilmente digeridos, o que garante inclusive um sono mais tranqüilo (podem ser solicitadas entre 24 e 48 horas de antecedência). Outra boa sugestão são os alimentos sem sal, para prevenir o inchaço nas pernas, comum em vôos mais longos. Portanto, fique longe dos amendoins ou castanhas de caju. Bebidas alcoólicas devem ser evitadas porque causam desidratação. Além disso, a altitude potencializa o efeito do álcool. Para vôos mais curtos, a solução é simples. Se comeu antes de ir para o aeroporto, não há necessidade de se alimentar durante o vôo. Se tiver fome, não há muitas opções além da barrinhas de cereais, minissanduíches (prefira os com ricota e peito de peru) e biscoitos. Evite refrigerante e água gasosa, que podem atrapalhar a digestão e provocar gases.

navio

Cuidado com o festival gastronômico! Quem já esteve num spa sabe que a restrição alimentar é a tônica. Pois bem, no navio, há comida à vontade 24 horas por dia. A boa notícia é que tem muita coisa saudável, especialmente no que se refere a suco, fruta e saladas. A regra de ouro aqui é sempre analisar o bufê, fazer as escolhas e só então começar a se servir. Comece pela salada para se sentir mais saciada quando partir para o prato principal. Cuidado com os molhos, escolha sempre a dupla azeite e vinagre (fique longe de blue cheese, thousand island e barbecue, pois são os mais calóricos). Coloque sempre uma proteína magra no prato, como um filé de peixe ou frango, e só um tipo de carboidrato, como pão, arroz ou macarrão. Prefira massas com molho de tomate, frutos do mar ou atum em vez das com queijo ou gratinadas. Para sobremesa, escolha uma porção de fruta ou sorvete de frutas. Doce, só de vez em quando (que ninguém é de ferro). E, ainda que esteja de férias, tente restringir o consumo de bebida alcoólica durante o dia. Mas não precisa se culpar por uma taça de vinho no jantar para acompanhar a refeição ou um drinque na balada. Mais do que isso, talvez tenha que acertar as contas com a balança na volta das férias. A escolha é sua.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Guia revela o que considerar para comprar o notebook ideal

Entra ano, sai ano, os preços não param de cair e os notebooks estão cada vez mais acessíveis. Se antigamente eles eram um sonho distante, símbolo de status, atualmente são uma alternativa cada vez mais popular, principalmente como uma "segunda máquina" para a casa. Segundo dados da Intel, 28% das famílias que já têm um computador e procuram uma segunda máquina optam por um notebook. A oferta nunca foi tão grande e, graças a incentivos do governo e à queda do dólar, várias novas marcas estão pipocando no mercado, competindo ferozmente com as mais tradicionais como Dell, HP, Lenovo, Toshiba e outras.

Em meio a tantas marcas e ofertas nas lojas, você sabe identificar o notebook que realmente vai atender às suas necessidades? O UOL Tecnologia ensina como (use os links ao lado para navegar).Um dos principais erros cometidos é levar o modelo mais "bonitinho". O problema é que a aparência esbelta e acabamento brilhante de nada adiantam na hora em que você mais precisa, seja com poder de processamento para fechar aquela planilha gigantesca da empresa ou com autonomia de bateria para você usar o micro durante uma viagem de avião. E são tantas as opções em processadores, memória, disco, interfaces de rede e tipos de tela, e tantas combinações possíveis entre estes itens, que fica difícil determinar se aquele modelo que está na sua frente é mesmo um bom negócio ou vai te desapontar assim que for ligado.A primeira coisa a fazer é responder a pergunta: "para que eu vou usar este notebook?". Com isso você consegue descobrir o que vai precisar em termos de hardware. Se você só quer navegar na Internet e redigir documentos, uma máquina básica, de menos de R$ 2.000, dá conta do recado sem problemas. Se você faz questão de levar todas as suas fotos e vídeos junto com você, pode ser interessante investir um pouco mais, em um modelo com um HD maior e quem sabe um gravador de DVD. Usuários corporativos freqüentemente precisam de recursos de segurança, como leitores de impressões digitais, e se você é gamer ou cineasta não vai se contentar caso o modelo escolhido não tenha uma tela enorme, o maior HD e o processador mais rápido que conseguir encontrar.Foi pensando nisso que o UOL Tecnologia elaborou este guia, onde apresentamos os pontos mais importantes a considerar na hora de comprar um notebook, o que procurar e, o mais importante, o que evitar. Afinal, as armadilhas e más escolhas estão por toda parte. Montamos também um guia com algumas máquinas bastante interessantes, em vários segmentos de mercado. Esperamos que, ao terminar de ler o guia, você tenha condições de realizar, com confiança, o sonho do notebook próprio. Boas compras!

Tamanho é documento? Conheça os tipos de notebook

É possível classificar notebooks de acordo com seu tamanho e peso. Vamos tomar como exemplo os modelos com telas grandes, de 17 ou mais polegadas: uma tela maior exige um gabinete maior. Os fabricantes, então, aproveitam o "espaço extra" para investir em componentes como maior poder de processamento, difíceis de miniaturizar e que consomem mais energia e geram mais calor, como placas de vídeo para jogos. Tudo isso exige uma bateria mais potente, que aumenta o peso da máquina. O resultado final é um micro bastante poderoso, mas com pouca mobilidade. São os chamados "substitutos do desktop". Elas não foram feitas para passar o dia penduradas no ombro do usuário: são mais indicadas para quem precisa ocasionalmente levar o computador em uma viagem.
Já os modelos mais comuns no mercado têm telas com tamanhos entre 12 e 15 polegadas. O poder de processamento é um pouco menor do que dos substitutos do desktop, mas ainda assim mais do que suficiente para a maioria das tarefas desempenhadas por um usuário comum, principalmente após o surgimento e popularização das máquinas equipadas com processadores "dual core" no último ano.Uma máquina típica teria uma tela de 14 polegadas widescreen e pesaria cerca de 2,5 kg, com autonomia de bateria de aproximadamente duas horas e meia. São em geral computadores com foco em multimídia e costumam ser equipados com gravadores de DVD, saídas para TV e leitores de cartão de memória, além de outros recursos úteis para o entretenimento digital. Modelos corporativos geralmente têm uma configuração mais conservadora (leitor de DVD, discos rígidos menores), mas investem em recursos como leitores de impressões digitais e software de gerenciamento e manutenção da máquina.Os subnotebooks não são muito comuns aqui no Brasil. São máquinas extremamente portáteis, geralmente com telas de 10 polegadas ou menores e muito leves, um meio termo entre um notebook tradicional e um PDA turbinado. A miniaturização tem seu preço, na forma de uma autonomia de bateria reduzida e menor poder de processamento, mas os subnotebooks são perfeitos para quem está sempre em movimento e não quer carregar peso.Por causa do tamanho, não costumam ter drives óticos e trazem um conjunto reduzido de portas e conectores de expansão. Os fabricantes costumam compensar isso oferecendo "docking stations", bases onde você pode acoplar seu notebook, que podem conter gravadores de DVD, baterias extras, saídas para monitor externo, mais portas USB etc. Um exemplo de subnotebook disponível no mercado nacional é o EeePC, da ASUS. Equipado com um monitor LCD de 7 polegadas, processador de 900 Mhz, 512 MB de RAM e apenas 4 GB de espaço no "disco rígido" (na verdade memória Flash) ele não vai vencer nenhum concurso de desempenho, mas pesa apenas 900 gramas e mede 22 x 16 x 3,2 cm, aproximadamente o tamanho de um livro.Há ainda uma "subcategoria" dos notebooks, os "conversíveis". São máquinas pequenas e leves, com telas de 10 ou 12 polegadas sensíveis ao toque, que podem ser rotacionadas em 180 graus e fechadas sobre o teclado. Com isso elas viram um Tablet PC, e podem ser usadas como um PDA ou caderno digital. Elas vêm com softwares especializados, que acompanham o micro e permitem que você faça anotações na tela com sua própria letra, que é interpretada e convertida para texto digitado, dispensando o uso do teclado. São modelos com um preço bastante salgado e, geralmente, limitados a um nicho de mercado. São populares entre fotógrafos (que podem descarregar e editar as fotos na mesma máquina, na hora) e executivos, por exemplo

Tipo de tela e ângulo de visão contam na hora de escolher notebook

Olhando os notebooks em exposição em qualquer boa loja do ramo, você rapidamente vai notar que existem dois tipos de tela no mercado. Máquinas corporativas costumam ter telas com proporção 4:3, mais quadradas, como um monitor comum. Já as máquinas domésticas, com foco no entretenimento, costumam ter monitores widescreen na proporção 16:10. Isto é um reflexo da popularização dos DVDs, que usam uma proporção de tela parecida (16:9). Uma tela widescreen sacrifica um pouco da resolução vertical em troca de mais resolução horizontal, cerca de 30% a mais: um monitor 4:3 pode ter resolução de 1.024 x 768 pixels, por exemplo, enquanto um modelo widescreen equivalente usa 1.280 x 800 pixels

Outra tendência em máquinas domésticas são as telas brilhantes, ou "glossy". São fáceis de identificar: parece que a tela foi "polida" ou está coberta com uma camada de verniz. Este acabamento aplicado sobre o painel LCD, que tem um nome diferente em cada fabricante, dá mais nitidez à imagem e torna as cores mais vivas, além de aumentar o ângulo de visão e melhorar a legibilidade sob a luz do dia.Como inconveniente, os reflexos da iluminação ambiente, como lâmpadas fluorescentes em um escritório, são mais visíveis e podem incomodar alguns usuários, embora o consenso geral seja de que eles "desaparecem" (ou seja, o cérebro deixa de notá-los) com pouco tempo de uso. Profissionais que lidam com edição e criação de imagens costumam não gostar deste tipo de tela, citando pouca fidelidade de cor. Tenha em mente que, se você faz questão de uma tela mais tradicional (também conhecida como "matte") em seu notebook, pode ter dificuldade em encontrar um fabricante que ainda a ofereça em seus modelos.Alguns fabricantes estão começando a adotar, especialmente nos modelos mais caros, monitores com iluminação LED. Eles usam LEDs brancos de alto brilho como substitutos das lâmpadas fluorescentes para gerar a luz que ilumina o monitor por trás (backlight), necessária para que possamos ver a imagem.Monitores com iluminação LED consomem menos energia, têm melhor contraste e cores mais nítidas, com iluminação mais homogênea que nos monitores com iluminação por lâmpada fluorescente. Além disso, LEDs tem uma durabilidade maior e são "ecologicamente corretos", já que sua produção não exige o uso de metais pesados, como o mercúrio usado nas lâmpadas fluorescentes.Angulo de visãoAo comprar um notebook, fique atento ao ângulo de visão do monitor: ao contrário dos monitores CRT (de tubo) tradicionais, monitores LCD tem um ângulo de visão limitado.Se você olhar para o monitor em um ângulo fora do indicado como ideal, a imagem vai escurecer, as cores vão distorcer, e tudo pode acabar se parecendo com um grande negativo. Um ângulo de visão muito restrito limita a forma como você tem de se sentar em frente à máquina, e também é ruim se você quiser mostrar algo na tela para um amigo, ou se estiver vendo um filme com muitas cenas escuras.No ponto de venda, fique diretamente em frente ao monitor e observe a imagem. Agora mova-se um pouco para os lados e observe se ela muda. Colocar o monitor acima ou abaixo da linha dos olhos também ajuda. Alguns painéis LCD, especialmente nas máquinas mais baratas, têm um ângulo de visão tão restrito que só mover a cabeça alguns centímetros para o lado é suficiente para causar distorção considerável na imagem. Evite-os.

Bateria estendida é solução para aumentar autonomia de notebook

A autonomia de bateria é um dos fatores mais importantes em um notebook. Afinal, de nada adianta ele ser pequeno e leve se mal agüenta meia hora fora da tomada. O problema é que muitos fabricantes não divulgam esta informação de forma inteligível. Ela não está presente nos pontos de venda e, às vezes, nem no próprio site do fabricante. Quando muito, eles se limitam a informar algo como "bateria de 6 células", o que por si só não significa nada, nem para o consumidor, nem para o vendedor.
Mesmo quando informada pelo fabricante, a autonomia da bateria (medida em horas) pode ser diferente do que o usuário irá encontrar. Isso acontece porque o modo como a máquina é usada interfere no consumo de energia: quem passa o dia inteiro ouvindo rádio na Internet via Wi-Fi e trabalhando com edição de imagens vai ter uma autonomia de bateria menor do que quem se limita a editar textos e planilhas no Word e Excel, trabalhando offline.Os benchmarks usados pela imprensa especializada também usam métodos diferentes para a medição, o que pode resultar em dois números diferentes para a mesma máquina em revistas diferentes.O método mais seguro de determinar a autonomia de bateria de uma máquina antes da compra é buscar o que outros usuários estão falando sobre ele. Também há uma fórmula básica para se aproximar da autonomia real a partir da autonomia indicada pelo fabricante: corte 20%. Ou seja, uma máquina com autonomia de "duas horas e meia", deve chegar a pelo menos duas horas no dia-a-dia, sob uso típico.Alguns fabricantes oferecem como acessório baterias com maior capacidade, as chamadas "baterias estendidas", que são uma ótima opção se você viaja muito e pretende usar o notebook na estrada. É comum, por exemplo, um notebook equipado com uma bateria de 6 células ter uma bateria de 9 células como opcional, que pode fazer uma bela diferença na autonomia: uma máquina capaz de funcionar por duas horas e meia em uma bateria de 6 células pode chegar a três horas e quarenta e cinco minutos com um modelo de 9 células. Só não deixe para comprar a bateria depois: se seu notebook sair de linha (e alguns fabricantes renovam as linhas a cada oito meses), as baterias vão ficar mais difíceis de encontrar e mais caras.Claro que há formas de otimizar a vida da bateria. No Windows, por exemplo, vá até o Painel de Controle, item "Opções de Energia" e escolha o plano "Portátil/Laptop" (no Windows XP) ou "Equilibrado" (no Windows Vista).A maioria das máquinas reduz automaticamente o brilho do LCD assim que o adaptador de força é desplugado, mas se puder reduza-o um pouco mais.Desligue a interface Wi-Fi se não for usá-la (a maioria dos modelos tem uma chave ou combinação de botões para isso) e evite usar o drive ótico por períodos prolongados, como para assistir DVDs. Reduza também o volume dos alto-falantes ou use fones de ouvido. E coloque o micro para dormir (sleep) assim que for se afastar dele por mais que alguns minutos, mesmo se o sistema operacional estiver configurado para fazer isso automaticamente após um certo período de inatividade.

Processador, memória e disco são alma de bom notebook

O tipo de processador usado em um notebook varia muito conforme a faixa de preço da máquina. Nos modelos mais baratos, a partir dos R$ 1.300, é comum encontrarmos processadores da família Celeron M, da Intel, ou Sempron, da AMD. No geral, estas máquinas são adequadas apenas para as tarefas básicas de computação, como editar e ler documentos, navegação na Web, e-mail e mensagens instantâneas e reprodução de músicas e DVDs. Esqueça tarefas mais pesadas, como edição e conversão de vídeo e jogos, a não ser os mais antigos.
Uma máquina equipada com um processador Celeron M não roda bem um sistema operacional como o Windows Vista, nem mesmo as versões mais básicas: a sensação que o usuário tem é que a máquina "cansa" logo, mesmo executando poucas tarefas.Mesmo assim, vários fabricantes tem no mercado máquinas com este processador e o Windows Vista Starter, ou Windows Vista Home Basic. É necessário ter atenção na hora da compra: impressionado com o Windows Vista, o usuário associa a máquina com algo "topo de linha" (afinal todo mundo diz que o Vista é pesado e precisa de um PC monstro para funcionar) e acaba se frustrando quando chega em casa.Um sistema operacional mais adequado para um Celeron M seria o Windows XP ou mesmo uma versão do Linux como o Ubuntu, Fedora Core ou OpenSuSE: você ganha em recursos, comparado às versões do Windows Vista citadas, e em desempenho: a máquina fica mais "esperta", especialmente se tiver uma quantidade adequada de memória RAM (512 MB ou mais).Núcleo duploSubindo um pouco na escala de preço, a partir dos R$ 2.000, aparecem as máquinas equipadas com processadores dual-core. Os mais comuns são os da família Core 2 Duo, da Intel, mas também é possível encontrar micros com o equivalente da AMD, o Turion 64x2. Simplificando as coisas, um processador dual-core contém duas unidades de processamento em um "chip" só. Isso não significa que ele é automaticamente duas vezes mais rápido que um processador tradicional: o ganho de desempenho depende também dos aplicativos, que têm de saber tirar vantagem do processador extra.Os sistemas operacionais mais modernos, como o Windows Vista e versões recentes de distribuições Linux já tiram proveito de processadores dual-core. Os ganhos de desempenho também são notáveis em aplicativos que lidam com multimídia, como software para edição de imagens e vídeo, e jogos.Em vários testes de desempenho, os processadores Intel Core 2 Duo se mostraram consistentemente mais rápidos que os AMD Turion 64x2, especialmente em tarefas como a codificação de vídeo. Se você pretende usar seu notebook para entretenimento, não tenha dúvidas: procure um modelo com um processador dual-core.MemóriaOutro item no qual é muito importante prestar atenção na hora da compra é a quantidade de memória RAM: o mínimo para uma máquina moderna são 512 MB, e apenas se a máquina estiver rodando o Windows XP ou Linux.Se você quiser o Windows Vista, em qualquer versão, exija pelo menos 1 GB de RAM, ou você corre o risco de ver seu notebook novo em folha virar uma carroça assim que abrir mais que três ou quatro programas ao mesmo tempo.Memória é como espaço em disco, quanto mais melhor. Máquinas com processadores Intel, como os da família Core 2 Duo, têm ganho notável de desempenho quando a memória é instalada aos pares, ou seja, dois pentes de 512 MB para formar 1 GB, ou dois pentes de 1 GB para totalizar 2 GB. A maioria dos fabricantes está ciente disto e instala a memória na configuração correta, embora alguns ainda insistam em usar um pente só. Infelizmente, não há uma forma fácil de verificar isso na loja.Quanto a espaço em disco, a regra é "nunca é demais". Em um notebook com o Windows Vista, 80 GB são o mínimo que você deve aceitar. Considere que só o sistema operacional vai ocupar 10 GB, e você ainda vai precisar de espaço para seus programas e arquivos.Mas se você pretende usar seu notebook como "central multimídia portátil", procure mais espaço: 120 GB é um bom começo. É incrível como o espaço em disco "some" quando você começa a colocar todas as fotos, músicas e vídeo em um só lugar. Leve em consideração o seguinte: é mais difícil fazer um "upgrade" de disco em um notebook do que em um desktop.

Considere conectividade para notebook conversar com PCs e periféricos

No mundo atual, onde tudo corre na Internet, nenhum computador pode ser uma ilha. Se há alguns anos um modem de 56 Kbps era uma necessidade e uma placa de rede um luxo, hoje o mínimo que você deve esperar que qualquer notebook é uma rede sem fio. Na verdade, existem várias formas de colocar sua máquina para conversar com outras, cada uma com suas peculiaridades.
Vamos começar pelo bom e velho modem que, embora fora de moda, ainda é usado. Praticamente todo notebook no mercado traz um modem 56K embutido. Ele pode parecer antiquado, mas é de grande valia se você precisar acessar a Internet em um local sem wireless ou banda larga —afinal, os telefones ainda são mais populares que os pontos de rede. Aqui só são necessários dois cuidados: verifique se o plano de acesso de seu provedor de banda larga também lhe permite acesso discado (ou tenha à mão os telefones de acesso de um provedor gratuito) e tenha atenção se pretende usar um sistema operacional alternativo, como o Linux: a maioria absoluta dos modems usados em notebooks são "WinModems" (por um único motivo: são muito mais baratos), que notoriamente não se entendem bem com o pingüim.Entretanto, algumas distribuições Linux, como a versão mais recente do Ubuntu, trazem suporte a alguns modelos, como o Motorola SM56. Você pode descobrir no painel de controle do Windows qual é o modelo de modem do notebook: vá em Iniciar > Painel de Controle > Sistema > Hardware > Gerenciador de Dispositivos, item Modems.As placas de rede também são uma constante mesmo nas máquinas mais baratas. A maioria delas é capaz de operar a 10 ou 100 Mb/s (Ethernet/Fast Ethernet), mais do que suficiente para o acesso à Internet em banda larga e troca de arquivos em uma rede doméstica ou corporativa. Alguns modelos mais sofisticados trazem controladoras Gigabit Ethernet, capazes de operar a 1000 Mbps, desde que sua estrutura de rede e o computador na outra ponta também sejam compatíveis com este padrão. Mas na prática, uma controladora Gigabit Ethernet só é vantajosa se você precisa transferir constantemente arquivos gigantescos, de alguns gigabytes, entre vários computadores, como é o caso de profissionais que lidam com imagem, som e vídeo digital.Tudo sem fioRede sem fio (popularmente conhecidas como "wireless") são outra figurinha carimbada, presentes em praticamente todos os notebooks do mercado. Há quatro sistemas, com velocidades de acesso diferentes, o que pode causar uma certa confusão.O primeiro a se popularizar foi o 802.11b, no início da década, capaz de transferir dados a até 11 Mb/s. Quase todo equipamento de rede sem fio encontrado no mercado, de videogames portáteis a câmeras fotográficas com Wi-Fi, suporta pelo menos este sistema. Um sistema mais rápido, o 802.11g, permite transferir dados a até 54 Mb/s e é compatível com o 802.11b. Os equipamentos limitam automaticamente a velocidade ao encontrar uma rede mais antiga, para garantir a comunicação.Uma alternativa ao 802.11g é o 802.11a, que atualmente só é encontrado em alguns ambientes corporativos: ele também transfere dados a 54 Mb/s, mas não se popularizou devido à sua incompatibilidade com o padrão "em vigor" na época, o 802.11b. Rede super rápidaVocê ainda pode ouvir falar de equipamentos compatíveis com um quarto sistema, o 802.11n, que transfere dados a até 300 Mb/s. O problema é que o 802.11n ainda não foi padronizado, e os equipamentos atualmente no mercado, os chamados "draft-n", são baseados em uma versão preliminar da especificação, o que pode gerar incompatibilidade entre produtos de diferentes marcas.Os fabricantes prometem atualizar seus produtos para a versão oficial do 802.11n quando a especificação final for aprovada, o que deve acontecer em 2008, mas até lá não saberemos como isso vai acontecer e quais serão os resultados.Alguns modelos de notebooks "high-end", como os baseados na plataforma Intel Centrino Duo/Centrino Pro, já são compatíveis com este sistema. Na verdade, sua rede sem fio (Intel WiFi Link 4965 AGN) é compatível com todos os quatro sistemas em vigor no mercado. No geral, a maioria dos notebooks traz interfaces wireless compatíveis com 802.11b/g, suficientes para a maioria das necessidades de um usuário doméstico ou corporativo.O quarto tipo de acesso à rede comumente encontrado em notebooks não conecta à Internet, mas permite que seu portátil converse com seu telefone celular, PDA, impressora, câmera digital e outros periféricos: o Bluetooth. Este sistema de transmissão de dados sem fio tem curto alcance (no máximo 100 metros, 10 na maioria dos dispositivos) e pouca largura de banda (2 Mb/s no Bluetooth 2.0), mas é o suficiente para substituir os cabos na hora de transferir arquivos para seu celular, mandar fotos diretamente da câmera digital para a impressora ou ligar seus fones de ouvido ao MP3 Player sem usar fios. Adaptadores Bluetooth são um item comum em vários modelos de notebook, mas não são onipresentes como wireless e modems. Se o notebook que lhe interessa não tiver Bluetooth, não se preocupe: adaptadores Bluetooth USB, do tamanho de um pendrive, não são caros e são fáceis de encontrar em qualquer loja de informática.

Notebook é menos flexível que PC, mas também permite upgrade

Notebooks tem menor possibilidade de expansão que um PC de mesa, é verdade, mas isso não significa que é impossível dar uma turbinada na máquina quando ela começar a cansar. A expansão mais fácil possível é a de memória RAM: geralmente basta remover um painel embaixo da máquina para ter acesso aos pentes
Na hora de comprar, é preciso prestar atenção e adquirir pentes com as mesmas características que as do original. Sites de empresas especializadas em memória, como a Kingston (www.kingston.com) e Crucial Technologies (www.crucial.com) têm ferramentas que podem ajudá-lo: basta indicar o modelo e fabricante da máquina para ver as opções de pentes de memória compatíveis.Trocar o disco rígido por um maior também é possível, mas para isso geralmente é necessário abrir a máquina, o que quase sempre invalida a garantia. Tenha em mente que discos rígidos para notebooks são menores (em tamanho físico e capacidade) que discos para desktops e mais caros. Uma alternativa é usar um disco rígido externo conectado à porta USB, com o inconveniente de que é mais uma coisa para carregar numa viagem. Empresas como a Iomega (com o Silver Series Portable Hard Drive) e a Seagate (FreeAgent Go Small) produzem discos externos USB bem pequenos, que não necessitam de um adaptador de força: eles tiram toda a energia de que precisam diretamente da porta USB.Se você não se importa com o tamanho, é possível encontrar discos externos de até 1 TB no mercado. Ou ainda fazer seu próprio: várias lojas vendem "cases" USB: são gavetas com toda a parte eletrônica necessária para adaptar um HD comum de PC ao mundo portátil: basta abrir o case, colocar seu HD favorito lá dentro e começar a usar.Portas importantesDe resto, a maioria das possibilidades de expansão de um notebook se refere a dispositivos externos. Por isso, a quantidade de portas USB na máquina é importante, já que a maioria dos periféricos usa uma delas. Se o notebook tem três portas USB (algo bastante comum) e você pretende usar um pendrive e um mouse externo, ficará com apenas uma porta livre. Algumas máquinas também trazem uma porta FireWire, com um conector "mini". Elas são úteis se você pretende descarregar vídeo de uma filmadora DV ou Mini-DV para o computador, mas são pouco usadas por outros periféricos (à exceção de alguns discos rígidos e gravadores de DVD externos de alto desempenho).Um recurso útil e presente na maioria das máquinas atuais são as portas S-Vídeo para ligação do notebook à TV, e VGA para uso de um monitor externo. A maioria das TVs fabricadas nos últimos anos tem uma entrada S-Video, e, se a sua não tiver, é fácil conseguir um cabo adaptador de S-Video para vídeo composto na maioria das lojas de eletrônica. Ligar o notebook à TV é uma boa opção se você pretende usá-lo como DVD Player ou para mostrar as fotos da viagem para a família sem amontoar todo mundo em volta do monitor LCD de 14 polegadas (coitada da vovó, não vai ver nada).A saída VGA é muito útil para ligar o notebook a um projetor, na hora daquela apresentação importante na empresa, ou mesmo como uma forma de conectar seu portátil a uma TV de alta-definição: a maioria delas tem uma entrada marcada como "RGB", com mesmo conector de 15 pinos de um monitor: basta um cabo VGA comum para transformá-la no maior monitor de PC que você já viu.Além dos periféricos externos, uma forma popular de incrementar os recursos de seu notebook é com o uso de cartões de expansão, popularmente conhecidos como "cartões PCMCIA" (embora o nome correto seja PC Card).Até pouco tempo atrás, eles eram a forma mais fácil de adicionar recursos como interfaces de rede (com e sem fio), modems e portas USB a micros que não vinham com eles de fábrica, mas com a popularização de máquinas com estes periféricos integrados, caíram um pouco em desuso. Recentemente houve uma evolução nos cartões de expansão, com a substituição dos PC Cards pelos "ExpressCard", mais rápidos e que consomem menos energia. Há dois formatos no mercado: o ExpressCard34, mais estreito, e o ExpressCard54. Muitos dos notebooks mais recentes vem com slots ExpressCard54, também compatíveis com os cartões menores. Mas atenção na hora de comprar um periférico em cartão: PC Cards e ExpressCards não são compatíveis entre si.Outro item facilmente encontrado em notebooks domésticos é o leitor de cartões de memória, que vem a calhar nos dias de hoje quando tudo, de telefones celulares a videogames, usa algum tipo de cartão. Geralmente os leitores são multi-formato, compatíveis pelo menos com cartões SD/MMC e Memory Stick (e suas variantes). Alguns modelos também são compatíveis com cartões XD, usados principalmente em câmeras da Olympus. O único cuidado na hora da compra é escolher um modelo com um leitor compatível com os cartões que seus outros aparelhos já usam.

Confira notebooks selecionados para casa, trabalho e lazer

A oferta de notebooks no mercado nacional é tamanha que não há como colocar todas as máquinas do mercado aqui. Portanto mostramos, a seguir, apenas alguns dos modelos que consideramos interessantes em vários segmentos. Tenha em mente que há muito mais opções nas lojas, e o segredo para fazer um bom negócio é o mesmo desde os primórdios do comércio: "bater perna" e pesquisar.

Lenovo thinkpad T61
Dell vostro 1000
HP compaq 6910p

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Nada de verde ou rosa


Os torcedores do Corinthians presentes no Parque São Jorge nesta segunda-feira espalharam alguns cartazes pela sede alvinegra “proibindo” a entrada de pessoas vestindo as cores verde e rosa.Alguns, inclusive, intimidaram sócios que entravam nas instalações corintianas trajando algumas dessas cores, exigindo que tirassem a peça de roupa em questão. Os seguranças do clube presentes no local nada faziam.Prometendo “vigiar o clube 24h”, como disse um corintiano mais exaltado, os torcedores alegam que o verde e o rosa fazem referência aos principais rivais do Corinthians, Palmeiras e São Paulo, respectivamente.
Mais tarde, o departamento jurídico do clube divulgou uma nota em seu site oficial, esclarecendo que os cartazes "vão totalmente contra a política de democracia e liberdade da diretoria do Corinthians, que já providenciou a retirada dos cartazes em questão."