quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Ford revela detalhes do novo Fusion
O sedã passa a ter conjunto mecânico mais moderno, principalmente por causa do câmbio automático, que passa a ser sequëncial de seis marchas e não mais convencional, de cinco. As opções de motor também mudam. No lugar do 2.3 de 160 cavalos entra um 2.5 de 175 cv. Boa notícia também é que, dessa vez, a Ford também vai trazer a versão V6, que foi melhorada na linha 2010, chegando a gerar 240 cavalos. Na parte estrutural, providenciaram a recalibragem da suspensão a favor da estabilidade sem prejudicar o conforto.
Além disso, agora há controle eletrônico de estabilidade como item de série, interior com acabamento mais caprichado, com bancos mais confortáveis, painel feito de material mais agradável ao toque e até sistema que alerta sobre veículos de aproximando em pontos cegos, o que começou a ser oferecido na linha Volvo e que agora passa a estar disponível como opcional no sedã da marca do oval azul.
Renault-Nissan mostra novo motor
Italiano manda revestir Aston Martin de ouro e platina
A empresa britânica Alchemist acaba de revestir de ouro e platina puros nada menos que um Aston Martin DB7, a pedido de um milionário italiano. Para coroar a obra, o veículo traz incrustados sete diamantes autênticos.
A especialidade da Alchemist, porém, é mais modesta. Seus técnicos desenvolveram um método para cobrir de ouro 24 quilates o teto de carros, algo que pode ser feito em qualquer veículo, de prosaicos Minis a Porsches e outros super-automóveis. Os preços começam por volta de R$ 40 mil, variando, é claro, com a área da capota a ser coberta.
Diferentemente da milenar prática de usar folhas de ouro para fazer a cobertura, que vem desde o tempo dos egípcios antigos (o túmulo do faraó Tutankamon continha uma carruagem dourada), a tecnologia moderna usa processo eletroquímico.
Os sofisticados clientes da Alchemist recebem, junto com o serviço, um certificado de autenticidade e instruções detalhadas sobre como melhor conservar o brilho de seus preciosos bens móveis. Só não acompanham recomendações sobre onde estacionar o carro ao ir ao cinema ou num restaurante.
GM quer US$ 12 bilhões em ajuda; Ford, US$ 8 bilhões; e Chrysler, US$ 7 bilhões
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Carro de plástico: em breve, uma realidade
Presidente da Plascar fala sobre a presença crescente do material
Carro Online – Recentemente, a Plascar apresentou em um seminário da SAE Brasil um carro com carroceria e demais elementos feitos de plástico. Qual foi a idéia de criar esse carro? A intenção era mostrar o desenvolvimento do uso do material?
Márcio Tiraboschi – A principal idéia é mostrar aos nossos clientes e ao mercado o potencial da utilização dos materiais poliméricos para veículos, não só restringindo aos componentes tradicionais, mas pensando em toda uma carroceria de plástico. A nossa idéia não é fabricar veículos e muito menos competir com os nossos clientes, que são as montadoras. O objetivo foi colocar alguns insights para que o pessoal comece a ver todas as vantagens que um veículo de plástico pode oferecer, desde a liberdade de design e redução de peso até a relação custo/benefício mais vantajosa utilizando materiais plásticos de diferentes processos e diferentes polímeros.
Carro Online – Em relação ao peso de um carro com carroceria convencional, de aço, quão mais leve é esse automóvel de plástico?
Márcio Tiraboschi – Esse é um veículo conceito, mas em nossos cálculos ele ficou de 20% a 25% mais leve que um modelo tradicional. Ele está com uma massa de aproximadamente 625 kg a 650 kg, enquanto um Fiat Mille varia entre 890 kg e 900 kg (de acordo com dados da Fiat, o Mille apresenta massa de 830 kg em ordem de marcha). Ele possui motor, suspensão, tração, tem toda mecânica e pode rodar sem problemas. Toda carroceria, sem exceção, é inteira de plástico e as janelas são de policarbonato. Somente o pára-brisa permanece feito de vidro por questões de legislação.
Carro Online – E como foi a aceitação da indústria?
Márcio Tiraboschi – A receptividade foi bastante positiva porque começa a estimular a idéia principalmente dos designers das montadoras. Quando você vê um veículo desse e como os raios ficam arrojados você começa a pensar em veículos para um futuro a curto prazo com uma aerodinâmica muito mais agressiva do que nós temos hoje no mercado.
Carro Online – Qual é o motivo para essa facilidade no design?
Márcio Tiraboschi – É a propriedade do material polimérico em ser moldado. Enquanto em uma chapa de aço você tem restrições de estampagem, no material plástico basta inserir esse composto fundido em um molde e obter os detalhes que você quiser.
Carro Online – E com relação à segurança, ele está no mesmo nível dos automóveis convencionais? Fez algum tipo de crash test?
Márcio Tiraboschi – Ele não fez um crash test porque é um veículo conceito e não está em nosso escopo aprovar esse carro para colocá-lo no mercado. O material polimérico tem um alto índice de absorção de energia, então você preserva o habitáculo, que é a célula de sobrevivência, enquanto faz com que a carroceria absorva o máximo de energia necessária. O diferencial é que o plástico não amassa, ele absorve energia de forma elástica sem ter uma deformação permanente. Por isso, ele poderia ser até mais eficiente do que um carro comum em questão de segurança.
Carro Online – No que diz respeito à reparabilidade, essas partes de plástico podem ser consertadas ou devem ser trocadas?
Márcio Tiraboschi – A nossa idéia é que, no caso de um arranhão, por exemplo, você pode reparar como você faz em um veículo tradicional, mas nós queremos tornar o produto tão competitivo que, se você danificar um pára-lama, por exemplo, em vez de você fazer uma funilaria, você pode substituir o pára-lama. Sendo assim, a pessoa poderia levar a peça danificada em uma concessionária e pegar uma nova justamente pela questão da reciclabilidade do material.
Carro Online – O custo seria acessível para permitir essa troca?
Márcio Tiraboschi – Seria sim. Hoje, como exemplo, a montadora francesa Renault já utiliza pára-lama de plástico.
Carro Online – O desenvolvimento do projeto permitiu desenvolver novos componentes, novos sistemas, ou já são tecnologias que a empresa domina?
Márcio Tiraboschi – Tudo o que está no veículo são tecnologias que a Plascar domina. Nós fizemos questão de adotar diferentes materiais plásticos e combinar diferentes processos de moldagem como peças injetadas, termoformadas, produzidas por compressão e peças laminadas manualmente. Com ele, nós mostramos o leque de possibilidades que você pode trabalhar em matéria-prima e processo.
Carro Online – Na sua opinião, o que seria um impedimento para que essa tecnologia entre de vez no mercado?
Márcio Tiraboschi – Na visão do grupo Plascar, é a questão cultural. Tradicionalmente, o mercado em que nós atuamos, do Mercosul, ainda tem uma resistência a utilização de componentes plásticos. A área de marketing das montadoras e a própria mídia tem que apontar todos os pontos positivos do veículo em polímero sem utilizar o termo plástico porque conota um termo muito pobre.
Carro Online – Como é esse posicionamento cultural em países europeus e nos Estados Unidos?
Márcio Tiraboschi – Eles já aceitaram e estão ampliando a introdução dessas tecnologias em países europeus e agora nos EUA, que está tendo uma revolução completa dos conceitos.
Carro Online – Outra inovação da Plascar é a roda de plástico, que será lançada em 2009. Qual é a sua principal vantagem?
Márcio Tiraboschi – A principal vantagem é a redução no peso que, comparada com um roda em aço, chega a ser de 30% a 40% mais leve e, em relação a uma de liga leve, pode ser até 20% mais leve. Outras vantagens são a liberdade no design e a segurança porque os materiais que nós estamos desenvolvendo têm uma altíssima performance mecânia, ou seja, eles absorvem muita energia sem causar deformação na peça. Em relação a uma roda de liga leve, ela absorve de três a quatro vezes mais energia.
Carro Online – Em alguns casos, a roda de plástico permite retífica, como uma de liga leve? Ela é mais barata e necessita de balanceamento?
Márcio Tiraboschi – Se ela estiver a ponto de quebrar precisa ser trocada e permite o balanceamento, só que até agora todas as unidades que nós produzimos foram checadas e o procedimento não foi necessário em nenhuma delas. Com relação ao preço, ela é mais cara que uma roda de aço, porém mais barata que uma de liga leve. Hoje ela é intermediária, porque ainda está muito difícil competir com o aço.
Carro Online – Mas por essas vantagens ela compensaria...
Márcio Tiraboschi – O que nós queremos é mostrar para o mercado automotivo e as montadoras não é só a vantagem da roda em si, como item isolado, mas a gente quer estimular a engenharia das fabricantes a redimensionar todo o sistema de powertrain (conjunto motor e câmbio) do veículo, porque, a partir do momento que você tem um veículo mais leve, você redimensiona suspensão, sistema de frenagem e até a própria motorização. O desempenho de um motor 1.0 l num veículo desses será superior ao que nós temos atualmente no mercado.
Carro Online – No curto prazo, o que nós podemos esperar de inovações na área de interiores para automóveis?
Márcio Tiraboschi – Temos atuado bastante no conceito do banco plástico, ou seja, eliminar toda a estrutura metálica dos bancos e fazer em material polimérico. Dentre as vantagens estão o melhor conforto, a redução de peso e o aumento do espaço interno do veículo. Outro item que a gente tem trabalhado é a utilização de nanotecnologia interna. A maioria dos veículos da América do Sul utiliza bastante polipropileno, que é um material fantástico em termos de performance e flexibilidade e tem um custo bastante atrativo, porém ele peca muito na questão de riscabilidade. Então, nosso trabalho consiste em utilizar essa tecnologia para mudar a estrutura do polipropileno e torná-lo mais resistente a riscos.
Fabricação do Yugo termina no dia 20
Nissan 370Z é revelado extra-oficialmente
A espera pelo 370Z teve fim. Ao menos para um seleto grupo de felizardos que participaram de um encontro fechado em West Los Angeles, Califórnia, no qual o cupê da Nissan foi apresentando no último domingo (16). O evento, promovido pelo site americano Inside Line, antecipou a estréia do lançamento, que acontecerá oficialmente na próxima sexta-feira (21), quando abre o Salão do Automóvel de Los Angeles.
É a primeira vez que é possível ver o carro em detalhes, tanto por fora, quanto por dentro e sob o capô, onde está guardado o motor 3.7 l V6 de 332 cv. A transmissão pode ser automática de 7 velocidades ou manual de 6, neste caso contando com um inédito sistema de punta-taco automático, que aparece pela primeira vez nesse tipo de caixa, o qual mantém o propoulsor acelerado nas reduções de marcha.
Crise nos EUA afeta o Salão de Detroit
Ao que tudo indica, a próxima edição do Salão de Detroit, que ocorrerá em janeiro do próximo ano, não terá um clima nada agradável. Além das notícias nada animadoras sobre a saúde financeiras das principais montadoras norte-americanas, a Rolls Royce, Land Rover, Ferrari e Suzuki declararam nesta segunda-feira (17) que não participarão da mostra.
As quatro empresas não quiseram comentar sobre o assunto, porém Sam Locricchio, porta-voz dos organizadores da mostra, declarou apenas que “estamos na metade de novembro e é um pouco cedo para saber como a crise afetará o Salão de Detroit”. Fato é que a GM cancelou os planos de revelar o cupê Cadillac CTS e o Buick LaCrosse no Salão de Los Angeles e talvez poderá exibi-los em Detroit.
Quem seguiu a estratégia foi a Volkswagen, a qual deixou para revelar um futuro roadster conceito em janeiro. As duas fabricantes alegaram que o Salão de Detroit recebe mais atenção do público e da mídia, o que garante mais repercussão aos seus produtos.
Nesse ambiente, os alunos vivenciam diferentes situações de condução, que incluem pista seca, molhada e até mesmo coberta de gelo. O local ainda oferece testes, como exames de sangue, colesterol e pressão arterial, para saber se o motorista está realmente capacitado a pilotar um carro em alta velocidade. Já para os mais radicais, por 349 libras esterlinas (cerca de R$ 1.200), podem se submeter a exames que poderão indicar se eles estão em forma para disputar uma competição.
Nesse ambiente, os alunos vivenciam diferentes situações de condução, que incluem pista seca, molhada e até mesmo coberta de gelo. O local ainda oferece testes, como exames de sangue, colesterol e pressão arterial, para saber se o motorista está realmente capacitado a pilotar um carro em alta velocidade. Já para os mais radicais, por 349 libras esterlinas (cerca de R$ 1.200), podem se submeter a exames que poderão indicar se eles estão em forma para disputar uma competição.